
Entradas categorizadas em ‘Relações’
O melhor dos meus enganos
Novembro 8, 2009 · 27 Comentários
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As importâncias, os expressos, o Sr. Francisco
Outubro 30, 2009 · 24 Comentários
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Etiquetado: Arrogância, Café, Crises, Relações interpessoais complexas
Quem é mais sentimental que eu?
Agosto 24, 2009 · 23 Comentários

Dias de poodle selvagem
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Dos encontros arranjados
Junho 2, 2009 · 12 Comentários
- Um terapeuta ou algo do gênero?
- Não.
- O Eddie Vedder?
- Ahn.. não…
- Jonnhy Depp?
- Não…
- Hum… pronto.. não sei.. Acabaram as opções que despertariam gritinhos empolgados…
- Porque você daria gritinhos empolgados por um terapeuta?
- Ahn..eu te contaria, mas não teríamos a confidencialidade paciente-médico… não me sentiria segura.
- Ele não é terapeuta, não é bonito e sensual como eu, mas é esforçado… e o mais importante.. ele quer muito sair com você.
- Ele quem?
- O rapaz que vou te apresentar.
- Porque vai me apresentar um rapaz?
- Porque você está solteira. Não está? Ao menos estava…
- Estou, mas isso ser uma preocupação na sua vida é que é assustador. Qual é o problema do rapaz? Fala de uma vez. O que tem de errado com ele?
- Nada, justamente por isso que eu quero que você saia com ele.. ele precisa de alguns problemas e defeitos congênitos na vida… o que melhor do que você como namorada?
- Sabe.. é por essas e outras que nunca me pergunto “porque foi que terminamos mesmo?”. Você está sempre por perto me lembrando dos porquês.
- Posso marcar?
- O que?
- Um encontro com o rapaz.
- Ahn… não sei não…
- O que tem a perder? Sabemos que eu fui o único acidente de percurso na sua vida… de resto você manteve o alto nível lá em baixo.
- Vamos direto ao ponto: quantos toblerones e garrafas de vodka isso vai me render?
- Estou te fazendo um favor e ainda tenho que te comprar?
- Yeah… se você quer entrar na cafetinagem.. ao menos algum agrado você tem que dar para suas meninas.
- Ok, temos um acordo… não posso deixar você perder o Marcelo assim.
- Quem?
- Deixa com o pai aqui.
Pronto.. as fezes já tinham sido atiradas no ventilador. Eu, moça ingênua, crédula, romântica.. acreditei mesmo na pureza das intenções de um ex-namorado, que na sua imensa bondade, me daria uma mistura de Jonnhy Depp com Vedder e de brinde.. vodka e chocolate. E então o fatídico:
- Ma, esse é o Marcelo.. Marcelo.. essa é a menina má com quem você queria sair.
Dois beijinhos nas bochechas depois:
- Ahn.. Marcelo.. com licença um instante (digo arrastando o cupido moderno pelo braço) – Ok.. Qual é a pegadinha da vez?
- Hum.. interessante.. agora já sei porque você queria um terapeuta: paranóia em níveis consideráveis.
- Você olhou direito para esse cara?
- Ahn.. acho que sim… o que meus olhos masculinos não conseguiram detectar, mas que aparentemente trata-se de uma obviedade feminina?
- Ele está em um lugar considerável no grupo dos meio que até bonitinhos..
- Entendo… Mea culpa, minha máxima culpa… deve ser realmente desprezível te apresentar pessoas bonitas, né? O que posso fazer? Sou assim.. desapegado… o que importa mesmo é ter saúde, mas espero que você releve eu ter escolhido alguém assim, desconcertantemente apresentável. Agora larga de frescura e vamos lá (diz ele quase me puxando pelos cabelos e me colocando do lado do tal Marcelo).
Estranhamente Marcelo era um rapaz meio que até bonitinho, engraçado, inteligente… e me acompanhou em todas as doses imagináveis de vodka, ypioca e cerveja. Estranhamente nos demos bem e estranhamente eu estava beijando as bochechas do meu ex-namorado dizendo que ele tinha uma superioridade sentimental que eu não tinha, afinal, Marcelo não era emo, não aparentava níveis intoleráveis de esquisitice e nem parecia sofrer com traumas irreparáveis graças a uma família desestruturada. Infelizmente, quem vê cara não vê coração e nem set list. Inocente e bêbada que sou, não notei o risinho sádico que deve ter surgido em algum momento, na cara angelical do meu cupido.
No dia seguinte.. telefone insistente, telefone insistente, telefone insistente:
- Ahn.. huuuummm… aaaaaahhhh (digo, com minha conhecida eloqüência matinal)
- Ma?
- Ahnnnn.. ahhhhhh…. eu… (mais uma demonstração do meu notório bom gosto no uso de palavras)
- É o Marcelo, te acordei?
- Imagina (digo bocejando). Tudo bem?
- Sim.. sim.. estou te ligando para ver se você não quer sair de novo hoje. Ninguém faz desenhos de porta de banheiro nos guardanapos de maneira tão criativa. Me afeiçoei, o que posso fazer?
- Claro, vamos sim… (digo com a minha habitual simpatia de sábado às 15h da madrugada). Aonde vamos?
- Em um lugar que você vai ADORAR. Passo na sua casa para te pegar.
Depois de muitas trocas de roupas e alguns sapatos espalhados pelo chão, tcharannnnn: baile funk.
Desespero, angústia, pânico. É de conhecimento público que pinga, pepsi e música incrivelmente ruim, eu não tolero. Bem.. também é de conhecimento público que em mim habita Dona Sílvia, senhorinha de 80 anos. Dona Sílvia gosta mesmo de um belo botecão, com sua decoração rústica, suas doses duplas e garçons, diversos garçons vindo até a mesa e garantindo o suprimento das coisas básicas: vodka e bolachas de chopp para possíveis guerrinhas com amigos igualmente perturbados.
Mas era isso, lá estava eu, no meio de um baile funk.. estática.. até que começou uma música esquisita.. e todo mundo se organizou num trenzinho, ainda olhava espantada ao meu redor, nem deu tempo de pronunciar nada:
- Vamos Má (diz Marcelo me puxando para o meio daquela confusão esquisita).
Quando começou a tocar Mc Créu, Marcelo se libertou, estou pra dizer que nunca vi ninguém se requebrando daquele jeito. Quando ele tirou a camiseta e amarrou na cabeça, pensei que já tinha chegado ao fundo do poço, mal sabia eu que em bailes funks o chão não é o limite. Quando dei por mim, meu acompanhante já estava em cima do palco, com a camiseta nas mãos, ensaiando diversos passos. Tentei sumir no meio da multidão, mas infelizmente meu desejo de me transformar num avestruz e ter onde enfiar a cara, não foi realizado:
- Mááááá.. sobe aqui no palco Má, vamos mostrar para esses pelegos como se dança.
Pensamento Insistente: Isso não está acontecendo.. isso não está acontecendo.. ISSO NÃO ESTÁ ACONTECENDO…
- Anda Má, sobe aquiiii.
Como mulher inteligente, cosmopolita e com razoáveis gostos, fiz o que qualquer outra faria.. me enfiei no meio da multidão e, discretamente, corri desembestada até a saída.
Lição de vida do dia: Quando me oferecerem namorados, pedir tudo em vodka.
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Planejamento familiar
Outubro 19, 2008 · 12 Comentários
- Sabe.. eu estava pensando e.. hum.. o que você acha da gente constituir uma família?
- Ahh! Excelente.. podíamos comprar um cachorro e tal..
- Hein? Cachorro?
- Ah… Ou podíamos comprar uma samambaia… se preferir.
- Cães e samambaias não aprendem a tocar instrumentos musicais, nem poderão treinar boxe comigo. Me referia a crianças..
- Crianças? Tipo.. criaturas humanas?
- Bom.. de preferência sim, mas se você achar algum ET podemos cogitar a hipótese de criá-lo também… mas acho que seremos obrigados a ter um número seguro de criaturinhas humanas.
- Você está querendo que eu engravide?
- Bom, dizem que esse é o método mais eficaz para ter filhos, sabia? Desde os primórdios as pessoas têm feito assim, engravidado e tal.. tem dado certo, a raça humana continua aí para provar isso.
- Ah, não sei.. dizem por aí que engravidar acaba resultando em filhos.
- Você não quer ter filhos?
- Não, não é isso.. só não tinha pensado nisso agora, mas claro.. filhos.. Podíamos ter uns dois, né? Quer dizer.. se eu não desistir no primeiro parto.
- Mas pode ser que dois ainda não sejam suficientes.
- Suficientes pra que? Está querendo formar um exército? Um time de futebol? Completar uma mesa de poker?
- Não exatamente, mas veja bem.. ao menos um tem que ser músico, outro esportista e um intelectualizado. Então, é melhor ter uns cinco, porque não dá para forçar, entende?
- Ok, podemos ter cinco… é só você parir três.
- Lamento, sua função no mundo é parir, a minha é garantir o suprimento de cerveja e cuidar do controle remoto, cada um com sua função social.
- Já me comprometi a parir dois, ora essa!
- Mas nós precisamos de cinco filhos, precisamos ter nossos preferidos, cada um o seu, ou os seus.
- Então, por isso teremos dois.. um pra mim e outro pra você estragar.
- Estragar nada, será um novo grego! Um novo grego clássico! Filósofo e esportista… talvez aprenda a usar armas também.
- Usar armas? Como assim USAR ARMAS?
- Ah, tiro esportivo, espadas, nada demais.. se for um filósofo, não será um delinqüente.
- O que vamos fazer com um filósofo?
- Ahh! Quem é que vai ficar falando coisas terríveis comigo em um lindo dia ensolarado, quando as pessoas só pensam em cerveja e praia? Quem é que vai destruir tudo o que há de belo e encher de beleza tudo o que é metafísico? Acha que vou fazer isso sozinho à vida inteira?
- Como é que é?
- Ah! Eles vão adorar sofrer com o papai, vai…
- Meu Deus!!! O que aconteceu com aquela coisa de homens sonhando em ter filhos para levá-los ao estádio? Está decidido.. vamos comprar um cachorro, uma samambaia e dê-se por satisfeito!
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Como lidar com vegetarianos psicóticos
Setembro 11, 2008 · 13 Comentários
- O que você está fazendo? (pergunta ele em tom visivelmente apreensivo).
- Abrindo uma caixinha de leite (ela responde com a famosa expressão “já vai começar”).
- Isso não é leite!! (diz com o conhecido tom de desprezo)
- ÉÉÉÉÉ.. malditas redes de supermercado nos alienando e nos fazendo acreditar que dentro de caixinhas de leite tem leite.
- Você sabe que isso não é leite de verdade, isso aí é conservante puro.
- Na verdade eu ADORO mesmo é o gosto de conservante, se eu pudesse compraria só o conservante, mas o leite vem junto, o que eu posso fazer?
- Você está se matando! Não vê isso?
- Eu sei.. era tomar leite ou me enforcar, fui pelo caminho menos doloroso, admito!
- Você não dá valor a nada mesmo… (diz enquanto abre a geladeira). Ai! M-e-u D-e-u-s!!! (diz como quem não acredita no que vê).
- O que? O que? O QUE?
- Carne?!?!? Como você pode apoiar o assassinato de animais?
- Não é assassinato, é cadeia alimentar.
- Ahn?
- Veja bem, estou só cumprindo meu papel social. Como representante da espécie homo sapiens é meu dever comer carne. Comer a comida da comida é que seria errado.
- Oi??
- Você prega tanto a defesa dos animais e o que faz? Desequilibra o mundo comendo alface. Como predador natural das vacas é seu dever cívico comer um bife diariamente. Se o ecossistema está assim é por culpa de pessoas como você, que são incapazes de pensar no bem-estar dos animais.
- Eu desregulo o ecossistema??? Eu não respeito os animais? E-U?
- Obviamente. Temos os vegetais (produtores) na base da pirâmide, depois temos os animais herbívoros, acima os predadores, divididos em grupos, e no topo do grupo dos predadores, temos a espécie humana e você está desregulando a pirâmide! Você não se aceita e tenta ocupar o segundo nível trófico, você é um ser humano e se vê como uma vaca. Tem medo de assumir suas responsabilidades no mundo.
- Maaa-aa-s-ss… ahn.. eu faço isso pelos animais!
- Não, você finge que seus motivos são puros, finge que faz isso para salvar o mundo, mas na verdade está comendo a comida da comida e provocando desequilíbrios ambientais, não se envergonha? Não duvido que o mico leão dourado esteja ameaçado de extinção por sua culpa. Não duvido que os leões estejam desaparecendo das savanas porque as pessoas estão comendo a comida da comida deles. Detesto essas pessoas sem consciência ecológica. Cenoura free!!! Parem com o desequilíbrio ambiental.. comam carne!!!
- Ma-a-a.. – sss
- Nada de “mimimimi.. mas, mas”, senta aí que eu vou te fritar um bife.
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Me, myself and chuveiros
Setembro 9, 2008 · 7 Comentários
Você tenta ser uma mulher superior, independente, senhora de si, corajosa e cool, mas acontece que vez ou outra, o inevitável acontece e você, a garota imperturbável com seu ar de mulher independente, acaba desabando diante do pior problema que uma mulher pode enfrentar depois da falta de creme para pentear: chuveiros.
Eu sou uma garota mimada, com os privilégios de quem tem um pai e dois irmãos. Assim, acabei sendo criada dentro de uma bolha, vivendo em um mundo cor-de-rosa, onde problemas elétricos eram inexistentes e nunca fui preparada para usar uma chave de fenda ou reconhecer uma chave allen 1/8.
Não sei se são as leis de Murphy agindo, não sei se meu apartamento está localizado justo no limite da declinação mais meridional da elíptica do sol, não sei se eu tenho mais problemas com chuveiros ou se eu só PASSEI A PRESTAR ATENÇÃO NOS PROBLEMAS DE CHUVEIRO, mas o fato é que eu tenho a síndrome da mulher que mora sozinha e, cotidianamente, tenho que lidar com isso. E enquanto estava no ritual matinal envolvendo xampu, cremes e sabonete, me deparei com a falta d´agua. Como qualquer mulher calma e centrada:
- Merdaaaaaa! Eu não acredito que acabou a água justo agora. Como diabos a água acaba sem nenhum aviso prévio? Ah não.. eu vou ligar para o síndico agora.. onde já se viu!!! Vou passar o dia com a cabeça cheia de xampu??? Merda! Merda! Merda! Merdaaaa! (resmungo enquanto saio do chuveiro, me enrolando na toalha e procurando pela toquinha de banho rosa com borboletinhas)
Antes de mostrar toda minha indignação para com a autoridade do prédio, resolvo abrir toda e qualquer torneira existente em casa e, para meu espanto, em todas a água saia abundantemente, então, seguidora da filosofia que uma garota deve aprender a lidar com seus problemas e desgostos sem que isso acabe em Djavan e chocolate, totalmente independente e senhora de mim, disco os números da salvação, também conhecidos como número de telefone de um representante do sexo masculino:
- Socorrooo! Deus está me punindo porque não consigo tomar banho em 10 minutos!
- Porque sempre parece que estamos no meio da conversa quando eu atendo uma ligação sua?
- Está dizendo que nunca sou clara o suficente?
- Não, estou dizendo que você começa a conversa do meio então parte para o começo, volta para o meio, fala compulsivamente e então temos o fim. Mas você não ser clara o suficiente seria minha próxima colocação.
- A minha cabeça está cheia de xampu, poderíamos nos concentrar nos meus problemas e depois nas suas reclamações a meu respeito?
- Sempre egocêntrica.. “meus sentimentos”, “minhas falas”, “meu cabelo cheio de xampu”. Ahn? Cabelo cheio de xampu?!? Porque você saiu do chuveiro para me telefonar?
- Foi uma mensagem do Senhor, Ele se manifestou para Maomé, para Paulo.. parece que chegou a minha vez.
- Oi??
- Meu chuveiro parou de funcionar, tenho que explicar tudo???
- Hum.. o que houve? Queimou?
- Não! Se fosse isso teria terminado de lavar a cabeça, né? Essa coisa de frescura com água gelada é coisa de franguinha! A água acabou.
- Então você se enganou com a mensagem do Senhor para você. Está claro que ele queria que você ligasse para a SANEPAR.
- Não, porque antes Ele me fez abrir todas as torneiras e a água é abundante, menos no chuveiro, que continua com suas cinco fileirinhas de água e pingos caindo num intervalo de 6 segundos.
- Ai, ai.. você é muito maluca! Posso ver isso a tarde?
- Hum.. já está no trabalho?
- Yeah…
- E as prioridades?
- Tenho certeza que seu chuveiro sabe que ele é muito importante pra mim, mas ele tem que compreender que há homens engravatados sentados em uma sala esperando por uma apresentação em ppt.
- Tudo bem.. eu dou um jeito..
- Nãooo! Se você me disser que vai mexer no chuveiro eu dou uma desculpa e saio agora. É mais fácil do que te salvar de um prédio em chamas.
- Engraçadinho! Não vou arrumar.. quer dizer.. só vou arrumar uma maneira paliativa de lavar a cabeça.
Patéticas cenas de uma mulher na área de serviço do seu apartamento, debruçada sobre o tanque, lavando a cabeça.
A tarde ele chega, abre o chuveiro e:
- Certo, o fluxo de água parece bem normal pra mim.
- O que você fez?
- Mexi naquela torneirinha mágica ali e a água começou a sair. Não é bárbaro?
- Deve ser sua máscula presença intimidando o chuveiro.
E tudo funcionou normalmente, até aquele outro dia. Novamente, os mesmos números da salvação:
- Casa comigo?
- Casar? Ué.. pensei que você achasse que o casamento cria semi-zumbis e destrói a forma humana das pessoas.
- Hum.. e acho, mas a gente não precisa casar, podemos só morar juntos. O que acha? Quando traz suas coisas? Hoje?
- Você andou bebendo?
- Eu acho que minha samambaia está precisando de uma figura paternal em casa.
- Doida! (diz gargalhando). Posso saber o que você aprontou?
- Meu chuveiro só funciona com você em casa. O que posso fazer? Ou me mudo, ou paro de tomar banho, ou caso com você. Pareceu o menos complicado, odeio encaixotar coisas e tenho a síndrome de abstinência de sabonetes e xampu… sou asseada o que posso fazer?
- Sempre sentimental!
Ferramentas, fitas, registros e algum tempo depois, o problema foi totalmente resolvido.
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Pessoas reais num mundo surreal II
Agosto 27, 2008 · 8 Comentários
3h00 da madrugada, toca o telefone. Todos os toques possíveis depois:
- Ahn… Alô
- Eu já falei para você parar de atender esses inconvenientes que te ligam de madrugada.
- Se você parasse de ligar eu não precisaria atender.
- Aí eu deixaria o caminho livre para outros ligarem e você sabe como eu sou possessivo. Você amar outro eu relevo, mas outros te acordando com o estridente barulho do telefone? Não suportaria.
- Não se preocupe, não existe outro além de você, ninguém é tão inconveniente.
- Quer namorar comigo?
- Ahn?
- Namorar.. quer namorar comigo?
- Ah! Claro que sim.. Opa! Espere.. VOCÊ JÁ NÃO TEM UMA NAMORADA?
- Não se preocupe com isso.. eu conheço um cara que conhece uns caras..
- Ahn?
- Ninguém nunca vai suspeitar.. O corpo pode ser desovado em um beco qualquer..
- Boa noite..
- Nãoooo! Espereeeee… me empresta seu carro?
- Essa hora? Pra que?
- Pra desovar o corpo, oras! Se usasse meu carro seria suspeito. Ninguém nunca suspeitaria de você, pra cometer um crime passional tem que ter sentimentos, ninguém acreditaria que você tem sentimentos.
- BOA NOITE.
- Hum.. ou eu poderia só terminar com ela. Que tal? Algo como: “o problema não é você, sou eu”.
- Você está me ligando pra ensaiar como terminar com a sua namorada?
- Devo fazer a moda antiga?
- O que?
- Terminar com ela. Não está prestando atenção na conversa?
- Eh.. Não! Posso voltar a dormir agora?
- Devo ignorá-la igual qualquer macho Neanderthal? Hum.. ou como homem moderno e sentimental que sou.. devo mandar um sms dizendo “acabou.. não me procure mais”? Isso seria rude, não? Talvez só mudar o status do relacionamento no orkut.. de “namorando” para “solteiro”. Sutil, não? E alguém vai acabar avisando pra ela que o namorado dela agora é solteiro.
- Posso voltar a dormir agora?
- Você não está ajudando, sabia?
- Eh..eu sei.. POSSO VOLTAR A DORMIR AGORA?
- Ok, me empresta o carro?
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