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Excêntricas conversas amenas
Outubro 18, 2009 · 18 Comentários
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Quem é mais sentimental que eu?
Agosto 24, 2009 · 23 Comentários

Dias de poodle selvagem
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Etiquetado: Armários, Bad hair day, Cabelo, Desbravamento, Europa, Imigrantes, Romantismo, Viagens
Meus dias de homem da casa
Junho 12, 2009 · 14 Comentários
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Etiquetado: Independência, Instalando máquina de lavar, Manual para quem mora sozinha, Mcgyver, Soda cáustica
Dos encontros arranjados
Junho 2, 2009 · 12 Comentários
- Um terapeuta ou algo do gênero?
- Não.
- O Eddie Vedder?
- Ahn.. não…
- Jonnhy Depp?
- Não…
- Hum… pronto.. não sei.. Acabaram as opções que despertariam gritinhos empolgados…
- Porque você daria gritinhos empolgados por um terapeuta?
- Ahn..eu te contaria, mas não teríamos a confidencialidade paciente-médico… não me sentiria segura.
- Ele não é terapeuta, não é bonito e sensual como eu, mas é esforçado… e o mais importante.. ele quer muito sair com você.
- Ele quem?
- O rapaz que vou te apresentar.
- Porque vai me apresentar um rapaz?
- Porque você está solteira. Não está? Ao menos estava…
- Estou, mas isso ser uma preocupação na sua vida é que é assustador. Qual é o problema do rapaz? Fala de uma vez. O que tem de errado com ele?
- Nada, justamente por isso que eu quero que você saia com ele.. ele precisa de alguns problemas e defeitos congênitos na vida… o que melhor do que você como namorada?
- Sabe.. é por essas e outras que nunca me pergunto “porque foi que terminamos mesmo?”. Você está sempre por perto me lembrando dos porquês.
- Posso marcar?
- O que?
- Um encontro com o rapaz.
- Ahn… não sei não…
- O que tem a perder? Sabemos que eu fui o único acidente de percurso na sua vida… de resto você manteve o alto nível lá em baixo.
- Vamos direto ao ponto: quantos toblerones e garrafas de vodka isso vai me render?
- Estou te fazendo um favor e ainda tenho que te comprar?
- Yeah… se você quer entrar na cafetinagem.. ao menos algum agrado você tem que dar para suas meninas.
- Ok, temos um acordo… não posso deixar você perder o Marcelo assim.
- Quem?
- Deixa com o pai aqui.
Pronto.. as fezes já tinham sido atiradas no ventilador. Eu, moça ingênua, crédula, romântica.. acreditei mesmo na pureza das intenções de um ex-namorado, que na sua imensa bondade, me daria uma mistura de Jonnhy Depp com Vedder e de brinde.. vodka e chocolate. E então o fatídico:
- Ma, esse é o Marcelo.. Marcelo.. essa é a menina má com quem você queria sair.
Dois beijinhos nas bochechas depois:
- Ahn.. Marcelo.. com licença um instante (digo arrastando o cupido moderno pelo braço) – Ok.. Qual é a pegadinha da vez?
- Hum.. interessante.. agora já sei porque você queria um terapeuta: paranóia em níveis consideráveis.
- Você olhou direito para esse cara?
- Ahn.. acho que sim… o que meus olhos masculinos não conseguiram detectar, mas que aparentemente trata-se de uma obviedade feminina?
- Ele está em um lugar considerável no grupo dos meio que até bonitinhos..
- Entendo… Mea culpa, minha máxima culpa… deve ser realmente desprezível te apresentar pessoas bonitas, né? O que posso fazer? Sou assim.. desapegado… o que importa mesmo é ter saúde, mas espero que você releve eu ter escolhido alguém assim, desconcertantemente apresentável. Agora larga de frescura e vamos lá (diz ele quase me puxando pelos cabelos e me colocando do lado do tal Marcelo).
Estranhamente Marcelo era um rapaz meio que até bonitinho, engraçado, inteligente… e me acompanhou em todas as doses imagináveis de vodka, ypioca e cerveja. Estranhamente nos demos bem e estranhamente eu estava beijando as bochechas do meu ex-namorado dizendo que ele tinha uma superioridade sentimental que eu não tinha, afinal, Marcelo não era emo, não aparentava níveis intoleráveis de esquisitice e nem parecia sofrer com traumas irreparáveis graças a uma família desestruturada. Infelizmente, quem vê cara não vê coração e nem set list. Inocente e bêbada que sou, não notei o risinho sádico que deve ter surgido em algum momento, na cara angelical do meu cupido.
No dia seguinte.. telefone insistente, telefone insistente, telefone insistente:
- Ahn.. huuuummm… aaaaaahhhh (digo, com minha conhecida eloqüência matinal)
- Ma?
- Ahnnnn.. ahhhhhh…. eu… (mais uma demonstração do meu notório bom gosto no uso de palavras)
- É o Marcelo, te acordei?
- Imagina (digo bocejando). Tudo bem?
- Sim.. sim.. estou te ligando para ver se você não quer sair de novo hoje. Ninguém faz desenhos de porta de banheiro nos guardanapos de maneira tão criativa. Me afeiçoei, o que posso fazer?
- Claro, vamos sim… (digo com a minha habitual simpatia de sábado às 15h da madrugada). Aonde vamos?
- Em um lugar que você vai ADORAR. Passo na sua casa para te pegar.
Depois de muitas trocas de roupas e alguns sapatos espalhados pelo chão, tcharannnnn: baile funk.
Desespero, angústia, pânico. É de conhecimento público que pinga, pepsi e música incrivelmente ruim, eu não tolero. Bem.. também é de conhecimento público que em mim habita Dona Sílvia, senhorinha de 80 anos. Dona Sílvia gosta mesmo de um belo botecão, com sua decoração rústica, suas doses duplas e garçons, diversos garçons vindo até a mesa e garantindo o suprimento das coisas básicas: vodka e bolachas de chopp para possíveis guerrinhas com amigos igualmente perturbados.
Mas era isso, lá estava eu, no meio de um baile funk.. estática.. até que começou uma música esquisita.. e todo mundo se organizou num trenzinho, ainda olhava espantada ao meu redor, nem deu tempo de pronunciar nada:
- Vamos Má (diz Marcelo me puxando para o meio daquela confusão esquisita).
Quando começou a tocar Mc Créu, Marcelo se libertou, estou pra dizer que nunca vi ninguém se requebrando daquele jeito. Quando ele tirou a camiseta e amarrou na cabeça, pensei que já tinha chegado ao fundo do poço, mal sabia eu que em bailes funks o chão não é o limite. Quando dei por mim, meu acompanhante já estava em cima do palco, com a camiseta nas mãos, ensaiando diversos passos. Tentei sumir no meio da multidão, mas infelizmente meu desejo de me transformar num avestruz e ter onde enfiar a cara, não foi realizado:
- Mááááá.. sobe aqui no palco Má, vamos mostrar para esses pelegos como se dança.
Pensamento Insistente: Isso não está acontecendo.. isso não está acontecendo.. ISSO NÃO ESTÁ ACONTECENDO…
- Anda Má, sobe aquiiii.
Como mulher inteligente, cosmopolita e com razoáveis gostos, fiz o que qualquer outra faria.. me enfiei no meio da multidão e, discretamente, corri desembestada até a saída.
Lição de vida do dia: Quando me oferecerem namorados, pedir tudo em vodka.
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Das gorjetas
Abril 29, 2009 · 24 Comentários
Era um daqueles dias em que só queriam se lamuriar e afogar todas as mágoas no copo, como, por coincidência, era o dia da dose dupla, acabaram por afogar as mágoas no dobro de copos previstos. Fizeram uma quantidade inimaginável de amigos de cinco minutos, dos quais ela nunca lembrará o nome, por mais que tenha feito associações dos nomes com COISAS que NÃO se esquece, também nunca conseguirá lembrar porque de repente estava abraçando um cara que falava de.. hum.. do que falava mesmo? Mas, enfim… No fim da noite ela era capaz de chamar Odair José de Eddie Vedder. Ele, o adulto responsável, só ria dos absurdos que ela falava, mostrando relativa sobriedade. Até o fatídico:
- Desculpe, vamos fechar o bar.
Quando, por forças ocultas supremas, foram obrigados a se retirar. Ela se levantou e o mundo levantou junto com ela, fazendo movimentos de rotação de todos os graus, ele a abraça e os dois andam cambaleando, até que ele diz:
- Acho que precisamos pedir uma coca-cola.
- Nem pensar… com que cara vamos entrar aqui novamente?
- Como assim?
- Esse é o NOSSO bar… não podemos pedir coca-cola aqui.. vão achar que viramos franguinhos! E ninguém.. ninguém.. mas NINGUÉM mesmo me chama de franguinha.. (diz ela entre gargalhadas… com o dedo em riste, tentando fazer pose-de-não-sei-o-que-mas-com-alguma-autoridade)
- You’re a chicken, Martíra McFly – Diz ele rindo, orgulhoso do seu trocadilho que só mais de três doses poderiam deixar engraçado, enquanto apertava as bochechas da poor girl.
Saíram do bar, o carro estava estacionado logo em frente. Ele olha sério para ela:
- Entre no carro, vou ali buscar uma coca-cola pra senhorita… o que não seria preciso.. se você passasse a noite tomando um ÚNICO tipo de bebida.. mas não… você insiste em misturar destilados, fermentados, água sanitária…
- Humpf… eu posso comprar minha própria coca-cola… EU NÃO ESTOU BÊBADA..
- Claro que não está.. vou ali buscar uma coca-cola pra mim.. só estou te usando como desculpa…
- Ok.. traga uma caipirinha com muito limão pra mim então…
Ele destrava o carro, coloca as chaves na mão dela.. e ainda assim ela consegue derrubar tudo, trancar de novo e fazer o alarme disparar por DUAS vezes. Quando no meio daquela confusão solitária, com aquele objeto demoníaco que muitos chamam de chave, aparece um outro rapaz:
- Ei!… Espere..
Ela se vira, não repara muito no rapaz.. abaixa sua cabeça e começa a revirar sua bolsa:
- Um minuto…
- Mas..
- Não.. não.. calma aí.. espera.. eu já acho…
- Eu só queria..
- Shiiiiuuu.. peraí… segura isso pra mim (diz ela despejando todos os absurdos que sua bolsa estilo malote poderiam abrigar.. até achar a carteira)… Ráááá..
Ela pega algumas moedinhas… gentilmente olha para o moço, fazendo seu olhar mais terno, e lhe entrega as moedinhas… Ele faz sua cara mais “ahn” e estampando uma clara decepção… tenta dizer alguma coisa:
- Ahn.. não.. não é isso.. eu..
- Moço.. desculpa.. mas eu não tenho mais nada… eu só não deixei minhas calças no bar porque eu estou de vestido…
Ele olha as moedinhas na palma da mão, olha para ela daquele jeito consternado enquanto resmunga uma coisa e outra no meio da frase:
- Mas eu só queria pedir seu número de telefone…
- Telefone? Tem que preencher alguma ficha?
- Ficha? Como assim ficha?
- Não sei.. você que está falando de telefone.
Ele continuava olhando para ela com aquele jeito “e-livrai-nos-dessas-pessoas-tresloucadas-amém”:
- Eu sou o João, lembra? Estava no bar com você há 5 minutos atrás.. você saiu e nem pude me despedir… queria o seu telefone.. mas.. ahn.. esquece…
Ela sente a vergonha tomando conta do seu ser, começando pelas bochechas em brasa.. e como pessoa centrada que é, faz o que qualquer outra faria no seu lugar.. respira fundo:
- Ahn…desculpe.. desculpe mesmo.. bem.. você pode ficar com as moedinhas… – Diz entrando desesperadamente dentro do carro, esperando que aqueles vidros insulfilmados a tornassem invisível…. e lá ficou.. até o amigo chegar.
- Ihh.. que cara é essa? Porque está amuada assim ao invés de estar procurando CDs com músicas de temática festiva, enquanto acompanha cantando fora de ritmo?
- Acho que estou muito bêbada…
- O que você aprontou agora?
- Dei gorjeta para o moço que queria meu telefone…
- hahahahahahaha.. não sabia que você pagava… por uma noite de sexo selvagem tá dando quanto em cifrões?
- Que vergonha.. um moço meio que até bonitinho e tudo!
- Ohmm.. Não fique triste babe…olhe eu te trouxe jujubas… e além do mais… no mundo ainda há muitos de nós.. heteros assumidos meio que até bonitinhos… para você traumatizar…
PS: Queridos.. como vocês bem sabem.. minha juventude está sendo sugada pelo mundo corporativo… Passarei o próximo mês confinada em um hotel…num tal de treinamento e em atividades de nomes engraçados, que pregam a integração corporativa… rezem por mim… que ninguém me obrigue a abraçar árvores, entrar em contato com meu interior e usar crachás com desenhinhos em volta
PS2: É provável que eu fique mais desnaturada nesse período, mas acreditem.. se fosse minha escolha.. eu estaria aqui escrevendo para vocês e lendo seus e-mails esquisitos e pornográficos… Não me abandonem… se eu não me afogar na banheira do hotel no fim de 4 semanas.. volto para seus braços.. ou, no mínimo, para a lista de posts recentes…
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Não sei escolher relações interpessoais
Abril 5, 2009 · 13 Comentários
- Eu ganhei uma tartaruga.. não sei o que fazer com ela… que tipo de pessoa dá uma tartaruga de presente? Ela ainda fica andando pela casa… quando cheguei ontem a noite.. tropecei nela e levei um daqueles tombos bonitos.. e eu estava sóbria. SÓBRIA!
- Você ainda vai matar essa tartaruga.
- Você pensa que é uma tartaruguinha? Não senhor.. não senhor… ahn.. na verdade eu acho que a denominação certa é jabuti…. é mais fácil ela me matar… já me deixou com os joelhos ralados.. daí para a morte é um pulo.
- Datena: “tartaruga mata executiva: o caso choca a cidade-sanduíche. Vizinho diz ter visto o corpo da executiva caído e pálido, mas achou normal. 2 semanas depois resolveu chamar a polícia”.
- hahahahahahaha… Você quer um jabuti de presente? Fica bacana na sala…haha
- Eu sei… mas sabe o que é mais bacana? Um gato preto com fita vermelha chamado Lú.
- Não gosto de gatos.. gosto de cachorros.. são bobões.. são fofos… são carentes.
- Domináveis, né? Não conseguiria conviver com um gato cheio de personalidade, que te busca pra comer comida todo falso e te dá carinho quando quer… típica aquariana.
- Yeah.. iríamos travar uma batalha diária.. o gato ia chegar cheio de manha querendo comida.. eu ia lembrar que quando eu quis brincar com ele e um novelo de lã ele me olhou daquele jeito blase.. não iria dar comida… e ele iria sair de casa.. eu iria fechar a janela.. ele iria querer voltar… seria um ciclo de vingancinha..hahaha
- Sim… um ciclo de pirraças onde o pobre gato morre nas mãos da cruel executiva que não cedeu até o fim… Você tem banheira aí? Você podia tomar banho e deixar a tartaruginha nadando…. se for mais criativa… Você já assistiu um filme do Almodovar chamado “Ata-me”?
- Tenho banheira sim….mas não gosto tanto assim do jabuti…
- Você também é zoopata…
- Se você tivesse caído de joelhos em cima dos botões que enfeitavam a calça corsário… Você também estaria bravo com a tartaruga.
- A culpa foi sua. Está culpando o bicho por existir??? Qual é o nome dele?
- Ahn.. não sei ainda.. to pensando em dar seu nome pra ele.. é igualzinho você.. só me trouxe problemas..hahahaha
- É um tartarugo? Você já checou?
- Ahn.. acho que é.. mas senão.. podemos dar a versão feminina do seu nome…
- Ou paquita.. casca grossa, acho que é o ideal…
- Eu SABIA que paquita não significava boa coisa.. SABIA…
- O importante é que o apelido seja usado com carinho, babe.
- Humpf… decidido.. o jabuti irá ter seu nome…
- Sempre soube que tu não eras boa bisca… SABIA
- Já aproveito e não me apego.. porque vou sempre lembrar do que você/ele é capaz… Quem não é boa bisca é o jabuti… igualzinho você.. chega.. todo inocente.. com aquela coisa de parecer tímido.. se escondendo dentro da casca.. e na primeira oportunidade… me machuca…
- Sei, quando você cai pra não pisar e matar o pobre bicho… é verdade.. se esse bicho morrer, espero que o IBAMA tome providências.. ai você vai pra cadeia de mulheres.. sua colega de cela derrama água no seu uniforme de presidiária.. “ui, como sou desastrada”.. “deixa que eu seco pra vc…”
- Morrer? Realmente.. frágil do jeito que ele é… eu vejo você nos olhos dele… fingindo inocência.. só esperando a primeira oportunidade para me destruir…estou vivendo com o inimigo… hahaha
- Sou o único, além do Vedder, que cantou all those yesterdays pra você… E o Vedder cantou pra milhões, nem te viu lá… se o show foi a noite, claro, porque o sol, o reflexo, ai talvez….
- Mas você estava bêbado.. teria cantado até para um poste..
- Não.. não. Foi um presente de aniversário. Você perdendo o viço da mocidade feminina… por isso all those yesterdays.
- Ahn.. na verdade você ignorou meu aniversario… então.. é como se ele não tivesse acontecido..
- Não é verdade.
- Eh.. na verdade você ignorou minha existência como um todo…
- Você é má e, portanto, está distorcendo a realidade… porque a maldade também é isso, é inverter a verdade… dizem que o diabo é o rei da mentira… e nas meninas super-poderosas o diabo tem jeito de viado.
- Hum.. na verdade eu estou te apresentando a realidade… as coisas como são.. enfim.. te jogando na cara o seu jeito de ser…
- Eu jogo na cara… eu, EU.
- ahn.. você me maltrata, você me ignora.. você esqueceu meu aniversário.. e você tomou forma de tartaruga e me fez levar um baita tombo ontem…
- hahaha, finalmente meu bonequinho “paquita” todo espetado de agulhas funcionou.. pior foi sua lembrança do meu aniversario.. não tinha nem pontuação…
- Eu sabia que a maldade era reinante no seu coração…. não importa… ao menos foi lembrado..
- Mas na época eu já afagava seu ego… te mimado com minha sincera e ingênua amizade…
- Oi? Me mimando? Ahn.. realmente você não deve ter muito jeito com essas coisas…
- Eu compenso com sexo tórrido e criativo.
- “Paquita combina com o jabuti.. casca grossa bla bla bla…”
- “Ma diz: hahahaha… vejamos.. quer dizer que se eu te comprar.. você agüenta meus desaforos.. é isso?”
- Sim..sim.. muito mimo… eu só preciso TE COMPRAR…
- O que posso dizer? Vivemos num mundo capitalista. Se a Rússia tivesse se segurado, era só você acionar um burocrata amigo do seu pai.
- Yeah.. mas eu sou menina mimada… não compro ninguém.. no máximo ganho de presente…
- Ache alguma amiga que me compre e me dê pra você. Aí nos reunimos pra tomar vodka…. ela tropeça na sua tartaruga e joga vodka na sua roupa.. “ui, como sou desastrada”.. eu digo: “deixa eu secar”…
- Porque uma amiga me daria você de presente? Um tipo de ódio velado? Vingança?
- Não importa a motivação da cena, mas a realização.
- Já imaginei o risinho sádico-vingativo e você embrulhado para presente.. foi quase igual quando me deram a tartaruga…
- Você poderia parar de me comparar com a tartaruga?????
- Se ela pudesse falar.. tenho certeza que me chamaria de paquita e seria insolente…
- Você ainda ganha um cachorro que te lata “babe”
- Ahn.. nenhum cachorro me faria lembrar você… eles são fofos, dóceis… já um gato preto chamado Lú….
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Excêntricas Relações Interpessoais III
Março 25, 2009 · 6 Comentários
- Já anotou meu novo telefone? Não queremos que você deixe de me ligar TODAS aquelas ‘UMA’ vez por ano, não é?
- Chata! rs.. Você merece duas ligações por ano.. Apesar que… se fosse uma só, já seria mais do que eu ganho de você rs
- hahahahaha… que maldade.. como você pode ser tão ingrato?
- A verdade dói, né Ma? rs
- Não.. o que dói é dedicar A VIDA para certas pessoas e elas serem ingratas desse jeito.
- Maíra do Bairro! rs. E como está a minha Srta. Lagarto Morto?
- Eu estou bem… convivendo com as chuvas fora de hora.. com o metrô lotado… com o transito caótico.. enfim.. uma vida moderna adorável.. hahaha. E o senhor T.B.? Como é a vida longe de mim?
- Ahh sim, poluição, superlotação, caos e total falta de paz, o que mais Maíra poderia querer?
- Sorvete de cereja!! Mencionei que aqui tem o melhor sorvete de cereja do mundo? Em Curitiba eu tinha uma vida de privações..hahahaha
- Humm.. aquele com gosto bem artificial? rs
- O bom mesmo são os conservantes né TB.. as frutas servem mesmo só pra dar uma corzinha….hahahaha
- Sim… esses sorvetes são os melhores…rs. Sabe que eu percebi que eu passava muito tempo da minha vida sendo o seu tudo? Depois que você abandonou minha carcaça no sol escaldante, tive que arrumar novas formas de preencher minha vida… agora estou aprendendo a tocar violino.
- Ta treinando pra me fazer uma daquelas serenatas e cantar “quero ver seus olhinhos de noite serena?” hahahahahahaha
- rs.. não sei se você merecerá… é pouco provável.. mas estou trabalhando duro.. quero elevar o meu (já alto, é claro) nível de sofisticação…rsrs
- Mas é um nojentinho!
- rsrs… meu jeito nojentinho de ser que você adora e idolatra, não esqueça de mencionar isso….
- Não..você me idolatra.. e eu te idolatro de volta por gostar da reciprocidade… Porque nós sabemos que eu sou SUPER boazinha, né?
- Claro que sim, comparada ao Senhor Satanás, você é de uma bondade angelical rs
- Olha o nativo frio falando =P
- rsrs,.. verdade, mas o frio já não combina mais com Curitiba.. faz tanto calor por aqui… quem poderia imaginar que a capital do Mundo um dia seria tão quente?? Que coisa!..rsrsrs
- Isso não é calor… Venha ver como SP se tornou o novo Senegal.. com temperatura perto dos 40.. estou pensando em criar uma nova civilização nas profundezas do metrô.. seremos os novos Maias… estou pensando já nas obras faraônicas hahahahaha
- Hum.. isso é o novo Rio.. aliás, esse não é o sonho de SP, se tornar o novo Rio de Janeiro??…rsrs
- Claro que não.. nosso sonho é eliminar o Rio.. pegar o território.. ampliar SP e transformar as praias em shopping… estamos pensando em mandar os cariocas para repovoar Curitiba.. inclusive… estudos apontam para a extinção de vida em Curitiba se medidas enérgicas não forem tomadas.. algo envolvendo ninguém falar com ninguém, impedindo que se vá em frente na procriação hahahahaha
- Ma, você me mata…rsrs
- Na verdade eu te faço viver… =P
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Dos quase amores ao primeiro chip
Março 23, 2009 · 11 Comentários
Eu sempre fui dependente de celular. Era um, dois números, aparelhos ligados 24h por dia, sempre esperando aquela importantíssima ligação às 3 horas da manhã, envolvendo choro, risadas, declarações impróprias de amor ou um “vem me buscarrr.. to bêbado e não sei onde estou”. Mas com minha mudança de estado veio à tentativa de me desprender desses vícios tecnológicos, mas…
- Dona Maíra, tentei te ligar a TARDE INTEIRINHA, mas quem te acha? Se ao menos inventassem um aparelho telefônico móvel que você pudesse levar para todo lugar que fosse…
- Ahn.. Ops.. tentou falar comigo, é? O que era?
- Não importa, estou passando aí em 5 minutos. Vamos ao shopping escolher um chip novo para você.
Obviamente que foi uma péssima escolha de horário para compras de chip. São Paulo é excelente para se encontrar sabão em pó às 3 horas da manhã, comida tailandesa às 5 horas.. mas quando o assunto é: preciso de um chip de celular desesperadamente logo pela manhã e em um domingo.. a coisa muda um pouco de figura. Principalmente quando certas criaturas escolhem CERTOS lugares. Mas, eis que encontramos uma famosa loja de roupas, que também entrou para o ramo da venda de telefonia móvel. Chegando no quiosque:
- Ola moço! Preciso urgentemente de um chip para voltar a me conectar com o mundo lá fora… disseram que existe vida além e que não precisamos de cartão telefônico para isso.
- Tem preferência por operadora?
- Sim.. Já tenho a política de só me relacionar com seres humanos que possuem celular TIM, se mudar de operadora vou ter que mudar todas minhas relações interpessoais e já me afeiçoei a alguns..
- Se é por uma questão sentimental, como argumentar? Peraí.. Vou chamar o vendedor da TIM.
E então me aparece ele.. criatura branca (tão ou mais branco do que eu), bochechas cor-de-rosa.. um olho azul, o outro acredito que também, mas a franja EMO me impedia de afirmar com convicção, vestido na sua mais marrom calça xadrez e usando um de seus muitos allstar, acredito eu:
- Olá moça.. no que posso ajudá-la?
- Então.. eu queria um chip da TIM.
- Queria não.. você quer e muito e eu vou te arranjar um… Não precisa de um aparelho também?
- Não.. não.. eu já tenho um… o Moisés…
- Moisés? (pergunta ele aos risos)
- Sim, meu celular burguesinho… fotografa, filma, manda sms, mms.. se bobear tem até uma função que quando acionada estoura pipoca… então só vou levar o chip hoje mesmo…
- Ah.. quer dizer que comprou um celular assim e esqueceu desse pequeno detalhe do chip? Afinal, o importante são as funções.. o número e ligações é o de menos, não?
- Pareço o tipo de pessoa esquisita que compra um aparelho, mas esquece o chip? Não, não.. não responda… Mas sabe o que é.. eu tenho um chip, mas é de Curitiba.. Agora eu preciso de um chip aqui de São Paulo..
- Ah..você é paranaense?
- Não, não.. eu sou uma paulista nojentinha mesmo… estava só vagando entre estados para disseminar o estilo de vida paulistano…
O amigo que me acompanhava, já me olhava com cara de pânico e me dava alguns delicados chutes, tentando chamar a minha atenção. Olhava para ele sem entender nada. Onde estava errando nos mandamentos sociais de conversa com o vendedor? O vendedor continua:
- Estamos com falta de chip TIM com começo 8… você se importa se for um com começo 7?
- Ahn.. na verdade eu me importo… 7 é um numero bom de brincos, de tatuagens… mas é deveras esquisito para número de celular…
- Vou dar uma olhada lá dentro para ver se encontro alguns 8 pra você então..
Mal o vendedor virou as costas.. recebo um aterrorizante beliscão:
- Auwww.. você endoidou? Porque está me beliscando?
- Para ter certeza que você está nesse plano e ciente do que acontece ao seu redor.. aparentemente sim.. então, por favor, me diga que você está fazendo isso para ganhar algum desconto.
- Oi? O que eu estou fazendo?
- Você está descaradamente flertando com um EMO.. UM E-M-O
- Eu não estou flertando com ele… eu estou comprando um chip
- Ahh bom.. então só está jogando charme para conseguir um desconto, né? Que bom que você é só uma mulher vil… e não uma “flertadora” de EMOS…
- Ahn.. na verdade eu não estou flertando.. nem com intenções amorosas-sexuais.. nem com intenções exploradoras-comerciais.. eu diria que não estou flertando de maneira nenhuma…
- Oi moça.. olha só.. encontrei esses aqui com começo 8.. Mas vou mostrar os com começo 7 também.. ainda não perguntamos o que seu namorado acha..
- Oi? Namorado?
- Sim… esse rapaz com você.. não é seu namorado?
- Não.. não.. só amig… Auwwwwwww – (recebo um chute na canela) e vejo aquele olhar de reprovação “F-L-E-R-T-A-N-D-O com um EMO”.
- O que foi? (pergunta o vendedor)
- Ahn.. nada, nada… então.. nas relações interpessoais ele está no nível abaixo do que dá poder para escolher números de celular.. como mulher independente e adulta que sou.. escolherei o meu PRÓPRIO número de celular.
Números daqui, números dali.. escolho meu super novo número de celular com começo 8.
- Então.. obrigada.. hoje é só isso.. pago ali no caixa, né? Tchau.. Obrigada mesmo..
- Ei.. espera… vou cadastrar o celular pra você.. me empresta o aparelho para colocarmos o chip.
Dou o cartão para o meu amigo e digo:
- Vai lá pagar, enquanto a gente cadastra meu número aqui.
Ele me olha com um jeito assassino e eu quase começo a me sentir desintegrando, mas ele vai mesmo assim.
- Qual é o seu nome?
- Maíra…
- Me dê seu CPF e o seu RG…
- Enquanto ele discava 1 para não sei o que, 2 para não sei o que lá.. e todos os etc.. travávamos uma semi conversa:
- Está morando onde aqui?
- Na rua XXXX
- Ahh.. esse nome não me é estranho…
- Hum.. é a rua do metrô da estação bla bla bla
- Quer dizer que é menininha zona sul?
- Não.. sou uma incompreendida da zona oeste perdida na zona sul..
Muitos minutos depois, com o chip pago, com o celular cadastrado e depois de muitas conversas paralelas:
- Pronto Ma, seu celular já está cadastrado.. Posso chamar de Ma, não é?
- Claro.. sem problemas EM.-O.. ahn.. digo Gabriel (bendito crachá salvador).
- Então.. olha.. vou anotar aqui.. esse número você liga para colocar créditos com o cartão.. este outro número você liga para cadastrar seus números prediletos.. e esse número aqui você liga se aceitar sair comigo..
- Oi?
- Estou deixando meu número de celular com você.. é TIM também.. deve ser o destino, já que ouvi você dizendo que só mantém relações afetivas com usuários TIM.. Vou tocar num barzinho hoje na Vila Olímpia.. Me liga… que eu arrumo umas cortesias para você.
Digo que talvez eu vá no barzinho, me despeço.. e saio da loja com meu amigo..
- Ahn… que coisa..
- O que foi?
- Acho que eu estava flertando com o EMO…
- Você ACHA? A-C-H-A?
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Aqueles dias de contato com a natureza
Março 16, 2009 · 12 Comentários
Um belo dia alguém resolveu criar a teoria de que o contato com a natureza faz com que as pessoas esqueçam as agruras da vida. Um belo dia alguém inventou que andar descalça na terra e abraçar árvores é o melhor remédio para superar o estresse da vida moderna e, pior, as pessoas passaram a acreditar nisso.
Eu não sei se eu sou atípica, mas o contato excessivo com a natureza não me relaxa, muito pelo contrário. A tevê a cabo me relaxa, duas horas em um banheiro grande e um chuveiro de água quente, me relaxa, delivery de comida chinesa a uísque me relaxa. Caminhar horas no meio do mato, de baixo do o sol escaldante, definitivamente, não me relaxa. Eu gosto de plantas, mas elas lá na Mata Atlântica e eu em grandes centros urbanos. Elas ali nos canteiros e eu nas calçadas. Vivemos bem assim, mas de vez em quando, chantageada pelas minhas relações interpessoais, acabo em literais programas de índio:
- Ma, vamos sair amanhã? Faz tempo que não fazemos nada juntos.
- Claro, vamos sim!
- Tá, passo na sua casa às seis horas.
- 6 horas? Porque não almoçamos juntos? (pergunto.. ingênua).
- Nós vamos almoçar juntos, vamos tomar café da manhã juntos, vamos passar o dia TODO juntos.. te pego às 6 horas DA MANHÃ.
Dou uma risada incrédula:
- Seis horas da manhã? Eu? Seis horas da manhã? Não sei que pílula mágica você anda tomando, mas nem nos seus devaneios mais intensos, cercado de personagens de desenho animado, existe um mundo paralelo onde acordarei às 6 horas da manhã em um domingo…
- Você prometeu sair comigo mimimi porque você não tem tempo pra mim bla bla bla porque você nunca bla bla bla.. flexibilidade bla bla bla.. ingressos para os melhores shows de São Paulo bla bla bla
Por amizade e por todos os VIPS imagináveis, passo por cima dos meus princípios:
- Ta.. seis horas da manhã.. estarei pronta.. Mas não vamos para o nada ligado a lugar nenhum, em busca do nosso eu interior, enquanto entoamos mantras e nos livramos do estresse e poluição da cidade grande, né? Eu preciso do estresse e da poluição no meu organismo. Se eu não estiver com a rinite atacada, eu não consigo dormir. Respirar muito ar puro incomoda meus pulmões.
- Não Ma.. não se preocupe. No máximo vamos ao Ibirapuera.
Eu, inocente, crédula, ingênua.. Acredito e lá estou eu acordada no outro dia às 6 horas da manhã, vestindo uma blusa, um short e simpáticas sapatilhas de bailarina, com suas cores claras e enfeitinhos. Ele olha pra mim:
- Aonde você vai assim?
- Ué.. não sei! Ibirapuera? Não foi isso que disse? Pretendo sentar na grama e tomar cerveja.
Vejo a maldade em seus olhos e um sorriso sádico. O dia semi-amanhecendo e a poluição encobrindo o sol, dão ao seu olhar mais maldade e ele diz:
- Entre no carro.
Algumas horas depois, alguns quilômetros depois e lá estava o mato, a trilha, eu e todo meu jeito “não vou me conformar”:
- Você disse que não ia ter trilha, nem contato com nosso eu interior. Eu não vou vestir uma túnica, nem cantar Enya, vou logo avisando.
- Você não viria se eu te dissesse o que era. E você TEM que conhecer essa cachoeira. Não tem cachoeira mais linda, não tem lugar mais preservado, de todas as trilhas que já fiz, de todas as cachoeiras que já conheci, esse lugar é o mais lindo. Eu TINHA que te mostrar!
- Não poderia me mostrar uma foto do lugar, enquanto tomávamos drinks coloridos à beira da piscina?
- Você vai me agradecer depois.
Só tem uma coisa pior do que fazer trilha pela manhã, em um domingo: fazer trilha pela manhã, em um domingo, usando short e sapatilhas. Uma hora depois minha pele era um emaranhando de grandes arranhões e inúmeras picadas de insetos. Era repelente aqui e acolá, amenizando um pouco a situação, mas, infelizmente, galhos de árvore não se intimidam, mesmo com você besuntada em repelentes. Uma hora e meia depois o meu pé deu lugar a dois pães de queijo, de tão inchados que ficaram.. graças as tirinhas da outrora sapatilha, que agora nada mais era do que um par de barro. Eu, sinceramente, duvidava que em meus pés ainda tinham resquícios do meu calçado com enfeitinhos e tons pastéis. Ele olha pra mim, piedoso:
- Acho que não foi uma boa escolha essas sapatilhas…
- Você ACHA? O meu pé inchado, a quantidade de barro ou o imenso desconforto que estou sentido com um sapato de pano e sem uma sola decente.. que me denunciaram?
- Porque você não tira?
- Ahn.. você quer que eu ande DESCALÇA? D-E-S-C-A-L-Ç-A? Sabe Deus por onde andaram essas terras e que espécies fizeram suas necessidades nesse chão.
- Vamos fazer assim.. você tira as sapatilhas, eu te dou meu tênis e eu ando descalço.
Nas horas seguintes tive meu pé sambando em um par de tênis de numeração infinitas vezes maior… Brilhantemente, temos a idéia de colocar as meias dele, preenchendo parte do tênis. Naquele momento, com aqueles sapatos, eu me sentia como o Bozo e seus sapatos coloridos.
Três horas depois, alguns insetos, um par de sapatilhas jogadas fora e onde antes eu tinha pernas, muitas picadas e arranhões, chegamos à cachoeira. Permaneci em silêncio, mas no fundo um pensamento me consumia: se tivéssemos ido ao clube, essa hora eu estaria com o cabelo cheio de cloro e o garçom me traria um daqueles drinks servidos dentro do abacaxi. Sorrio e lembro do drink do abacaxi, meus olhos se iluminam. Ele me olha sorridente e diz:
- Viu!!! Eu SABIA que você ia gostar.
Da próxima vez, vamos marcar de entrar em contato com a natureza assistindo o Discovery, decidido!
PS: Pesquisa constante do dia nas estatísticas: “como conquistar aquariana”.. Ahn.. traga sorvete… de Cereja! Estou a disposição para testes de funcionamento da tática! hahahahaha
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25 verdades sobre Maíra
Março 1, 2009 · 19 Comentários
Léo (o baita do ego grande.. hahaha), inspirado pelo facebook resolveu lançar o “25 coisas a meu respeito”… resolvi aderir… Se depois dessas revelações alguns de vocês me abandonarem, eu juro que entenderei:
1. Eu sofro de transtorno obsessivo-compulsivo quando o assunto é cabelo… se eu pudesse eu o lavaria mais de 2 vezes por dia.. me dá aflição quando mexem nele… já experimentei todas as cores de tintas existentes… sou capaz de passar um dia inteiro escolhendo xampus.. e compro mais produtos para cabelo do que é possível usar;
2. Tenho medo de pássaros mortos… MUITO medo e não sei explicar porque, mas tenho pavor daquelas asas fechadinhas;
3. Faço parte dos 5% que NÃO gosta de sorvete de flocos;
4. Quando encontro algum amigo, conhecido, passante com que eu queira falar… falo compulsivamente por alguns minutos até me lembrar das convenções sociais, parar e dizer: Bommm dia.. tudo bem com você?;
5. Tenho paixões eternas de uma semana;
6. Dou nome para objetos.. meu computador chama Paulo César, meu celular antigo chama Luís Gabriel e o atual chama Moisés. Tenho uma galinha de porcelana chamada Clotilde e um pingüim chamado Elvis… e não.. eu não tomo medicação controlada, apesar de alguns indícios de que preciso;
7. Tenho uma coisa com livrarias… não importa se estou em São Paulo, Curitiba ou se viajei para o Panamá… eu preciso sempre achar uma livraria;
8. Meu ódio eterno não dura mais do que dois dias;
9. Não acredito em astrologia, mas, aparentemente, é unânime na rodinha dos que acreditam.. que eu tenho todos aqueles defeitinhos intragáveis dos nascidos no signo de aquário;
10. Qualquer individuo que passa cinco minutos comigo já sabe o suficiente para me processar;
11. Meu mp3 player está para músicas do Doors, assim como eu estou para solos aéreos com instrumentos musicais imaginários;
12. Tenho compulsão por filmes, mas não consigo ir ao cinema sozinha;
13. Improviso roteiros no dia-a-dia da vida e faço encenações com amigos igualmente excêntricos. É comum o silêncio e, de repente, surgir um:
- Quer dizer que esses anos todos não significaram nada pra você?
- Significaram, mas nada que marcasse.. Ahn.. Não muito, pelo menos!!!!
Desandando para uma encenação de uma grande discussão de relacionamento, terminando com alguém saindo batendo a porta para logo depois voltar com um: “nossa.. ficou bom, né? Nos superamos… Mas então.. agora vamos lá comprar cerveja?”;
14. Não consigo passar mais de uma semana em paraísos ecológicos e o contato excessivo com a natureza me deixa angustiada;
15. Ou aparento me importar demais ou aparento me importar de menos, não sou boa com meio termo;
16. Canto Raindrops Keep Falling On My Head… andando na chuva;
17. Minhas idas com urgência ao mercado, para o suprimento de necessidades básicas, costumam envolver compra de detergente, vodka, chocolate e jujuba;
18. Adoro escolher presentes, fazer presentes, ter idéias bizarras para presentes… Alguns tocam piano bem, alguns cantam, alguns escrevem… eu fui agraciada com o dom de escolher presentes, não dá o mesmo retorno financeiro que outros dons, mas tem suas compensações;
19. Eu choro mais lendo livros do que assistindo filmes, mas me recuso a admitir que choro;
20. Tenho fama de divertida e simpática (não sendo necessariamente uma verdade), mas tem dias que eu tenho uma incrível preguiça dos seres humanos;
21. Quase ninguém me chama pelo meu nome, no lugar disso tenho todos aqueles outros apelidos ridículos;
22. Quase não chamo ninguém pelo nome, prefiro todos aqueles apelidos ridículos;
23. Tenho um alterego que de tempos em tempos se manifesta… Dona Sílvia.. velhinha de 80 anos que gosta de ficar em casa ouvindo Cartola e arrastando chinelos;
24. Tenho uma forte tendência ao drama, exagero e a prolixidade;
25. Todo dia, quando acordo, canto em frente ao espelho com a escova de dente nas mãos, o hit do momento é: I’m not calling for a second chance, I’m screaming at the top of my voice, Give me reason, but don’t give me choice, Cos I’ll just make the same mistake…” … mas não admito socialmente que canto James Blunt… Oi? Acabei de admitir? Ahn….
Todo mundo sabe que não participo de meme, todo mundo sabe que não indico ninguém pra meme, mas quem também tiver desistido da vida pública e quiser escancarar 25 verdades sobre sua incrível e interessante vida, fique a vontade…
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