Mah e suas aleatórias divagações

Em total reclusão desse lugar chamado mundo virtual

Maio 15, 2008 · 18 Comentários

 

Meus queridos amigos, leitores assíduos, passantes virtuais e pessoas que procuram coisas estranhas e práticas não ortodoxas envolvendo fio terra, pasta de dente, desentupidor de pia, animais e KY gel, é com muito pesar que, por motivo de força maior, comunico meu afastamento do mundo virtual por alguns dias.

 

Lamento por todos os e-mails que não respondi, mas, por favor, não nos tire do seu “favoritos”, seu e-mail é muito importante para nós. Por favor, aguarde seu e-mail será o próximo a ser respondido.

A comunicação será restabelecida, novos textos publicados e os e-mails devidamente respondidos, assim que possível. Até lá.. faça como eu.. leia Clarice.

“Sentou-se para descansar e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que dela não estava em silêncio alvíssimo escorrendo sangue escarlate, e que ela não estivesse pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz de conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz de conta verde-cintilante, faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não precisava morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus, não Lóri mas o seu nome secreto que ela por enquanto ainda não podia usufruir, faz de conta que vivia e não que estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que era sábia bastante para desfazer os nós de marinheiros que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua, faz de conta que ela fechasse os olhos e os seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos da gratidão mais límpida, faz de conta que tudo o que tinha não era de faz-de-conta, faz de conta que se descontraíra o peito e a luz dourada a guiava pela floresta de açudes e tranqüilidade, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro – pois agora mansamente, embora de olhos secos, o coração estava molhado; ela saíra agora da voracidade de viver”

[Clarice Lispector: Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres]

 

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18 respostas Até agora ↓

  • Alexandre // Maio 15, 2008 às 2:40 AM

    nããããããããããããããããããããããããããããããoooooooooooooooooo

    Não sei ficar sem vc no mundo virtual e muito menos no mundo real.. e agora, Ma?
    :-( :-( :-( :-( :-(

    Te cuida minha menina, nem preciso dizer que vou te ligar TODOS os dias.. e te entupir de sms, né? tentando aplacar a falta que vc, criatura irritante pra caramba, vai fazer huahuahuahuahuahua
    Minha bonequinha, qq coisa o Xandiiii (dito com aquele sotaque moleca) tá sempre aqui, com o bacardi nas mãos, a sua espera….
    Beijos melosos

  • Dani // Maio 15, 2008 às 2:54 AM

    Amiga, tô torcendo por você… . Amo você. E não fique muito tempo longe não, viu? Nem do blog, nem de Curita, nem daqui, nem de nada.. precisamos de vc para os textos engraçados, para as risadas no msn, e PRINCIPALMENTE, para as bagunças =)

  • Pedro // Maio 15, 2008 às 1:18 PM

    Leite Moça! Já tô com saudades :-(
    Boa viagem e juízo nessa cabecinha de vento (risos)
    Sinta-se abraçada.
    Eu e o Ale vamos guardar os Bacardi pra quando você voltar. Tomo conta de tudo =P

  • Pedro // Maio 15, 2008 às 1:19 PM

    PS: Clarice é FODA, mas.. você é.. bom.. você sabe.. hahahahaha

  • André // Maio 15, 2008 às 7:11 PM

    Porque todo mundo pareceu entender menos eu?
    Está indo pra Serra Leoa fazer parte do exército da paz? rss
    Aconteça o que acontecer, espero que ainda se lembre que marcamos um bar doce bar pra sexta rss
    Beijos lindinha!

  • Alesbier // Maio 15, 2008 às 9:14 PM

    E eu vou ler o que durante esse tempo???

    Nao consigo ler Clarice, começo ler e minha mente começa a divagar…
    Mario Quintana pelo menos diz que essa a realização do autor, quando o leitor interrompe a leitura e começa a imaginar a historia por si só.

    Quer melhor exemplo de amor platonico… mesmo sabendo que nao vai haver post por um bom tempo, continuarei visitando diariamente.

    Agora, alem de cliente egoista, sou um cliente egoista e frustrado…
    ;)

  • Tico // Maio 15, 2008 às 11:28 PM

    Vai minha tristeza
    E diz a ela que sem ela não pode ser
    Diz-lhe numa prece
    Que ela regresse
    Porque eu não posso mais sofrer

    Chega de saudade
    A realidade é que sem ela
    Não há paz não há beleza
    É só tristeza e a melancolia
    Que não sai de mim
    Não sai de mim
    Não sai

    Vamos deixar esse negócio de você viver sem mim?

    :o))

  • Castor // Maio 16, 2008 às 7:29 PM

    Ilustríssima:
    Estarei esperando o seu regresso, não importando a quantidade de rins!
    Se cuide, boa viagem e não faça nada que eu não faria.
    Beijos!

  • July // Maio 19, 2008 às 2:13 PM

    hshuahushushushushushushuahuahuahuahuahua

    Bestinha amada =P

    Vim aqui ver se vc tinha escrito alguma coisa dramatica e até q não..
    Sou a favor de levar o note pra vc no hospital, se vc anda caprichando nos sms.. imagina se pudesse escrever um post todo
    Nunca vi pessoa mais bem-humorada viu… morro de rir com vc, mostro seus sms tragicômicos pra todo mundo :D
    PS: Aguardo o fim da história sobre evacuação husahushuahushuahuahua
    Beijuuuuu

  • felipe lacerda // Maio 19, 2008 às 6:08 PM

    Estou eu aqui vidrado na tela, segurando entre as duas mãos uma xícara de chocolate com conhaque, cotovelos apoiados no espacinho entre o teclado e o monitor.
    Que coisa. Espero que volte logo.
    Vou deixar o conhaque por aqui á sua espera.

  • felipe lacerda // Maio 19, 2008 às 6:16 PM

    Eu estou sentado em minha mesa, com uma xicara de conhaque e chocolate entre as palmnas da mão em frente ao rosto, os cotovelos apoidos no espacinho entre o teclado e o monitor.
    E estarrecido com seu sumiço.
    Pasmo, meu queixo se banguejumpeia de uma altura de 1,90.
    hehehehe
    volte logo, garota má. Vou deixar o conhaque aqui te esperando.

  • Juliano // Maio 19, 2008 às 6:33 PM

    Não importa esse tempo todo em que a gente estava contando os dias, esperando a pré-estréia de Indiana Jones. Eu só vou assistir quando você puder ir comigo, nem que tenha que ser em dvd :-)
    Bjão, Má

  • criticaconstrutiva // Maio 22, 2008 às 1:44 AM

    Logo agora que eu descobri seu blog?????? Prometa que não vai demorar…

  • Alessandro // Maio 22, 2008 às 3:31 AM

    Se ao menos eu fizesse parte do círculo de amizade aplacaria um pouco a tristeza pela sua ausência do blog
    A internet é uma merda, a gente gosta das pessoas e já se sente parte da vida e íntimos só pelos textos
    Volte logo moça linda e responda meu um milhão de e-mails desesperados

  • Matheus Bonela // Maio 22, 2008 às 3:23 PM

    Realmente, seu blog é MUITO legal…

  • Victor // Maio 23, 2008 às 5:49 AM

    Êta saudadinha besta!
    Minha caixa de e-mail perde todo o sentido quando você está distante (sem contar que ferramentas de comunicação instantanea perdem toda a graça)
    Portanto, pegue esses dedinhos aí e comece a digitar alguma coisa pra esse lagarto aqui hahahaha

  • Danilo // Maio 26, 2008 às 6:38 PM

    Seus textos fazem falta, mocinha. E os e-mails engraçados também. Tentei ler Shakespeare, mas não encontrei nenhuma outra comédia com um “delírio” tão interessante.
    Beijos saudosos

  • Huddi // Março 27, 2009 às 2:41 PM

    Sutileza de alguem
    Docura que se vai
    Expressoes que me comove
    Incertezas contidas
    Doce querer bem

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