História estranha I
- Má, onde você compra?
- Compro o que?
- Ah! Você sabe…
- Não.. não sei.
- A parada, com quem você compra?
- Parada?
- É.. o bagulho.
- Que bagulho?
- Maconha Maíra, maconha..
- Eu não compro maconha.
- Não? Você vende?
- Ficou doido, foi? Não compro, não vendo.. não fumo…
- Ah para Má.. nós sabemos que você é de São Paulo.
- E??
- E você é de São Paulo ué.. e paulistas são assim
- Assim, tipo.. maconheiros?
- Não Má, não.. liberais… você tá parecendo mais uma provinciana.. daqui a pouco vai dizer que não freqüenta raves e que não gosta do “Sabotage”.
- Não gosto de quem??
História estranha II
- Nossa! Olha lá o André, ele é lindo!
- Eh.. realmente.. muito bonito.
- Eu venho aqui todos os dias nesse horário para vê-lo, ele sempre pede um maço de cigarros e aquelas balas.
- Desde quando você faz isso?
- Ah! Faz uns meses já..
- E porque você não fala com ele?
- Sei lá, ele poderia me ouvir e responder. Ou pior ainda.. ele poderia me ouvir, me olhar com aquela cara blasé, fazer aquele “humpf”, com olhar superior e não me responder.
- hahahahaha, vai lá garota.. fale com ele.
- E o que eu digo?
- Certo, preste bastante atenção que eu só vou falar uma vez o que deve dizer, hein.. Ta pronta?
- Sim, diga..
- Você chega lá e diz “oi”.
- Sua besta! Pensei que tivesse falando sério.
- Mas eu estou falando sério, chega lá.. sorri.. fala oi.. pergunta se aquelas balinhas são boas.. fala do cigarro, ah é.. você não fuma, bem.. concentre-se nas outras conversas ridículas que puxam papo. Ou então você pode falar que estava pensando em alguma conversa ridícula que inicia papo, mas que não veio nada à mente, aí você pergunta se ele se importa se você falar só oi e der a deixa pra ele.
- Ah claro.. pra você é fácil fazer essas coisas.
- Fácil? Por quê?
- Porque você é paulista né…
- Ah sim.. e isso me dá a incrível habilidade de ler mentes, voar e conversar em filas de cafés sobre balinhas.
Ô paulista, ôôôô paulistana! é tipo a mesma história do Super-homem, ele fora de Cripton tem poderes, você fora do seu estado é assim também, ninguém, mas ninguém mesmo conversa melhor em filas do que você hahahahaha
Faltou o ‘branquela na praia, só pode ser paulista’
Você tem ultra poderes, dentre eles, me encher o saco e ainda assim me fazer te adorar
Minha pirralhinha linda ;*
Como eu vim parar aqui? Birra. Eu estava escrevendo um comentário indignado sobre uma besteira (uma das) escrita no “Eu e meu ego grande” e vi um comentário seu dizendo que tinha “gostado muito”. Tudo bem, todo mundo tem todos os direitos, né? E talvez você esteja certa e eu errado. De qualquer maneira, não agüentei e vim conhecer a menina que gostou do que não gostei. E me surpreendi porque aqui é diferente de lá, melhor. Enfim, esses atalhos da vida né? Como você aconselhou à moça tímida: vim dizer “Oi”, puxar conversa….te chamar para me conhecer ( e criticar se achar)….enfim…beijo
Porque será que você escolheu o nome “André” na segunda história? Muito bonito? Coincidência? Uma certa guriazinha vive me dizendo “não existe coincidência” rss
Beijos
PS: Realmente paulistanas são tudo assim.. rss
o povo acha q paulista é tudo doido mesmo…
e puxar converas em fila é uma especialidade nossa, sabecomo é, nascemos com esse dom…
É, essa sua necessidade paulistana de se expressar provoca amizades intensas, de 10 minutos, em filas diversas huahuahuahuahua
Bom, falta de bom senso, uma cidade como Sampa com tanta gente, as filas demoram muiittooo, então daí nossa especialidade em filas. E em se tratando de vc Pode ter certeza que é conversa para mais de hora.rs