As conversas mais bizarras dos últimos tempos – Parte I

24 07 2007

- Se a gente chegar a casar, eu posso escolher a música da cerimônia?

- Depende.. de que banda estamos falando?

- Ah! Eu acho que no nosso casamento tem que tocar Queen.

- Seria uma boa. Imagina.. ao invés daquela palhaçada de “aleluia, aleluia” podia tocar “I was born to love you”.. ia ficar legal…

- Ah.. eu estava pensando em “We are the champions”…

- We are the champions? hahahaha

- Claro.. pra casamento só essa música.. aquela parte do “I consider it a challenge before… The whole human race… And I ain’t gonna lose” (Eu considero isso um desafio diante de toda raça humana..  E eu não irei fracassar).. é quase como o juramento do “prometo lhe ser fiel”.. bla bla bla.

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 - Acho que posso dizer que você é a mulher da minha vida..

- A mulher da sua vida assiste filmes com o Adam Sandler e escuta bandinhas comerciais?

- Credo! Nunca pensei nisso, chega a ser patético, bizarro e escandaloso… Você acabou com a magia desse momento brega.

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- Você acha que dá pra transformar este ser que alguns dizem ser humano, num sonho de consumo feminino?

- Claro que sim… Você ainda está em estado bruto.. mas eu acho que consigo dar uma garibada em você.

- Mas assim, numa estimativa, uns 6 meses, me transformam, em um, digamos assim… Vin Diesel?!!?

- Ah! Você está querendo muito, não acha? Você chega num Austin Power…

- Austin Power?!?! Poxa, você sabe como fazer um cara se sentir bem né!!!

- Ah sim.. é uma das minhas maiores qualidades…sempre tenho uma palavra reconfortante e um ombro amigo para pessoas tristes. E pelo menos o cara tem mulher né, veja o lado positivo da coisa.

- Mas o lado negativo é que aquilo tem mulher e eu não!?!?! Caramba!!! Ah sim, você é assim essa pessoa especial, essa amiga meiga, esse reconforto na hora do desespero…





Ah! O cinema…

21 07 2007

Eu sempre adorei cinema e sempre assisti quase todo e qualquer tipo de filme.. transitava no mundo dos filmes tchecos, franceses, chineses (não, isso não envolve Jackie Chan), mas também sempre assisti filmes tipo “Duro de matar”.

Provavelmente por ter um pai e dois irmãos, cresci sabendo quem era Charles Bronson e sua contribuição para a produção cinematográfica. Conhecia Texas Ranger e todo e qualquer seriado de ação com muita luta coreografada e diálogos nada trabalhados. Tá.. de Texas Ranger, Charles Bronson e Steven Segal, nunca gostei muito, agora.. Duro de Matar, Rocky, Exterminador do Futuro, Máquina Mortífera.. sempre foram filmes em que assistia com vontade, já que, durante toda minha infância/adolescência, era assim.. todo final de semana alugávamos filmes e como meus irmãos nunca aceitavam assistir  a pequena sereia, eu tinha que ceder.

Mas certos filmes sempre olhei com apreensão e Harry Potter era um deles, nunca quis assistir, nunca quis ler os livros, até que um belo dia estava na casa de um grande amigo, o Adriano. Ele tinha acabado de se mudar pra São Paulo, é paulistano de origem, mas tinha se tornado interiorano por opção, mas o mundo corporativo fez com que ele tivesse que morar novamente na cidade que nunca para. Pois bem, estávamos na casa dele em Pinheiros, era um final de semana de muita chuva, e bem, isso significava caos e pontos de alagamento, então resolvemos que o máximo de contato com o ambiente lá fora, seria com o entregador de pizza, e assim reunimos uma galera ali mesmo.

Eram as primeiras semanas do Adriano na cidade e o apartamento ainda não estava completamente mobiliado, uma vez que, só as coisas de necessidade básica foram compradas, tais como: televisão de 29 polegadas com a tevê a cabo já instalada, home theater e o playstation. Na sala tínhamos almofadas e um belo sofá. Já as acomodações tanto do quarto dele quanto do quarto de hóspedes eram sacos de dormir. Armário, guarda-roupa, cama, fogão, tudo podia esperar… tudo que ele precisava pra viver era a tevê, o playstation e os canais da tevê a cabo.

Depois das cervejas, papo-furado, jogos no playstation e muita risada, a galera foi embora. Ficamos eu, Dani e Adriano zapeando os canais da tevê a cabo e de repente (não sei bem como e porque paramos ali) lá estávamos na HBO vendo Harry Potter e a pedra filosofal, e pior.. gostando. Lá pelo meio do filme acabou a luz do prédio, ainda chovia bastante. Ficamos revoltados por não poder terminar de ver o filme e no outro dia alugamos todos os filmes do Harry Potter já lançados.

Desde então é assim.. estréia um filme do tal bruxinho e lá estou eu em cinemas, disputando lugares com a criançada… e claro, nesse último não foi diferente, lá estava eu assistindo “Harry Potter e a ordem da fênix”, acompanhando atentamente a volta de Voldermort e na expectativa de uma batalha final próxima.

Depois tive que explicar para os nobres amigos que tiveram a boa vontade de me acompanhar, quem eram os tais “trouxas”, o que eram os comensais da morte e porque diabos a tradução de Harry James era Harry Thiago. Saudades do Adriano e da Dani, meus acompanhantes oficias pra ver Harry Potter, mas agradeço a boa vontade de quem nunca assistiu a esse filme e foi só pra fazer companhia. E não se preocupem, os nomes serão mantidos no mais absoluto sigilo… hahahaha





O caso Daniele X Valter

17 07 2007

Tinha esquecido meu celular no modo silencioso dentro da bolsa, quando lembrei dele e fui ver se tinha alguma ligação ou coisas do tipo, vejo algumas chamadas não atendidas do mesmo número desconhecido e alguns sms:

SMS 1: “Daniele eu quero ficar com você, Valter”.

SMS 2: “Lion BranÇo Cu: Daniele eu quero te amar já faz muito tempo” 

Depois de muito pensar o que diabos era “Lion BranÇo Cu”, consultar pessoas e não chegar a conclusão nenhuma que não tivesse risinhos maliciosos e pervertidos, resolvi responder as mensagens. Pensei no pobre cara esperando uma resposta da Daniele ou na Daniele afoita pra saber sobre o Lion BranÇo Cu, então.. numa atitude muito Madre Teresa, respondi:

“Pessoa, verifique se colocou o número certo, porque esse celular não é da Daniele, caso constate que realmente é esse número que tem como sendo dela, respire fundo e supere isso, porque ela numa tentativa desesperada de te evitar te passou o número errado. Caso veja que foi só erro de digitação de números, melhore a cantada, com isso aí eu não daria pra você. Boa sorte”. 

Pronto, boa ação do dia garantida. Tinha colaborado pra felicidade de um casal ou pro melhoramento de xavecos de um cara, missão cumprida.

Um tempo depois: “você tem uma nova mensagem de texto”, vou ver:

“hahahaha, me desculpe mesmo pela cantada ruim. É, ela me passou o número errado. Gostaria de saber de quem é esse número que ela me deu, pode ser?. Desculpa mesmo aí”. 

Poxa! Uma pena.. eu e mais todo o pessoal consultado pra decifrar o “Lion BranÇo Cu” estávamos torcendo por esse casal…





Idealistas que querem mudar o mundo, começando pela minha set list

14 07 2007

Eu tenho vergonha do meu gosto musical. Não, não.. não é que eu ache que tenho um gosto musical ruim de fato. O problema então? Bem, o problema é não estar preso a um grupo. Por exemplo, tenho amigos roqueiros (quando eu digo roqueiro, quero dizer bem roqueiro mesmo), e do que eles gostam? De Rock (não diga Má, sério mesmo?), mas única e exclusivamente de rock. Ouse dizer que você está ali pensando em ir naquele showzinho do Kid Abelha na frente deles, que você verá um olhar de choque e uma expressão de medo estampado no rosto de cada um (tá, tá, admito, eu adoro fazer isso).

Eu adoro rock farofa, melódico, progressivo e qualquer definição que já inventaram pra depois do “rock”. Só que, não faço parte da tribo do rock, porque eu também escuto Los Hermanos (lembro até hoje da cara de pânico de um amigo enquanto gritava “nãoooooo!” quando fiz essa revelação). Entretanto, nunca seria aceita pelo grupinho que acha o máximo escutar Los Hermanos. Para começar eu não conheço todas as músicas, não sei o nome dos integrantes da banda, não sei nomes dos CD´s, não sei nem quantos CD´s eles já lançaram.. Imagine! Ah, e o tiro de misericórdia… eu não tenho nada contra “Ana Júlia”, não teria nenhum pitti se de repente a banda resolvesse tocar isso em um show. Simplesmente lembraria da minha adolescência, quando todas as rádios tocavam a música a cada meia hora. Fã que é fã de Los Hermanos fala de como o primeiro CD era comercial, era um meio de entrar no mercado, mas que a banda tinha mudado o “conceito”, se “elitizado” e que tocar Ana Júlia novamente seria uma traição aos novos “valores”.

Adoro Chico Buarque, Elis Regina, Marisa Monte e tantos etcs mais da MPB, mas, não posso fazer parte do grupinho da MPB, porque escuto também algumas das tais bandinhas comerciais e gente do grupinho da MPB que se preze, tem que falar mal das bandinhas comerciais, de como as rádios estão dominadas por lixo, de como as mídias nos impõe porcarias.. e assim por diante. 

Mas, admito que acabo exagerando ao falar do meu gosto musical. Confesso, NÃO SOU UMA BOA PESSOA, adoro causar aquela revoltinha dizendo para pessoas da tribo do rock que não sei quem é Coverdale, completando com um: “ele toca com Jack Johnson?”. Olho com espanto quando o pessoal da MPB fala da “tropicália” e sim, digo “nossa, eu também amo Los Hermanos, simplesmente ADORO Ana Júlia, a melhor música deles”, para fãs de Los Hermanos.  Então essas pessoas, querendo mostrar que sua passagem pela terra não é em vão, tentam de todas as formas salvar minha alma perdida. E pra isso vale tudo, visitas a minha casa com armamento pesado (Ipod, dvd´s, cd´s, violão, etc). Criação de servidores para compartilhamento de arquivos, deixando claro que “você pode pegar o que quiser do meu computador, mas olha, criei uma pasta com seu nome onde coloquei as que você TEM que ter”. Envios e envios de músicas via messenger, para nunca mais ter que ver Reação em Cadeia no seu “o que estou ouvindo”…

É tão bom ter pessoas com “melhor gosto musical”, tentando combater o meu “gosto musical ruim”.

Obrigada a você, ser idealista que combate minhas trilhas sonoras “ruins”, o meu mp3 player agradece.





Conto de fadas no metrô

9 07 2007

Eu coleciono amigos de metrô, é sempre assim.. entre uma estação e outra lá estou com um novo amigo de infância por cinco minutos. Eu tento bancar a sociopata da cidade grande, mas de repente lá estão os estranhos falando comigo. Foi assim que fiquei sabendo de toda a vida de uma senhora de quem nem sei o nome, mas sei que tem 3 filhos e veio de Goiânia quando o filho mais velho teve um acidente há anos atrás e os médicos recomendaram que o menino fosse fazer tratamento em São Paulo e, desde então, passaram a morar lá.

Em um desses trajetos do metrô também conheci um cara que me ensinou os melhores lugares na Liberdade para se comprar produtos para se preparar comida japonesa em casa (mas não faço idéia de como chegamos ao assunto “comida japonesa”).

Mas sem dúvida a conversa mais inesquecível de metrô foi há uns meses atrás. Eu ainda pintava meu cabelo de preto e nesse dia resolvi renegar meu cabelo cacheado, tinha feito escova, passado chapinha e utilizado todas as artimanhas modernas pra manter o cabelo liso. Também usava uma faixa vermelha pra evitar que a ventania do dia fizesse com que meu cabelo parecesse um algodão doce. E assim estávamos lá… eu, um amigo paulistano e uma amiga dos tempos de Ribeirão Preto, tentando chegar há um acordo de rota para ir pro Bom Retiro.

Em um determinado momento notei que uma menininha de uns 4 ou 5 anos me olhava fixamente, olhei pra ela, acenei e disse sorrindo:

- Oi.

Ela abraçou a mãe e meio timidamente respondeu meu oi. Continuei brincando com ela, mostrei a língua, então virei e continuei falando com meus amigos e de repente escutei um:

- Moça, moça.

Meu amigo me cutuca e diz:

- Acho que é com você, é aquela menininha pra quem você acenou (nesse momento estava de costas pra ela).

Olhei, era a menininha me chamando, ela pediu para chegar mais perto dela. Fui até lá e disse:

- Oi menininha!

Ela disse séria:

- Posso te fazer uma pergunta?

Achei engraçado, mas sorri e disse que sim, que ela podia perguntar. Então ela diz:

- Você é a Branca de Neve?

Nessa hora o riso foi geral, os paulistanos em volta até esqueceram a pressa, a leitura, o olhar para o nada e começaram a dar risada. Meu amigo e minha amiga gargalhavam. Eu sorri e respondi:

- Lamento, mas eu não sou a Branca de Neve.

- Tem certeza que não é a Branca de Neve?

- Não sou.. nem tenho o vestido.

- Ah! Mas você podia estar fantasiada de gente, né?

Olho para os meus amigos, minha amiga já chorava de tanto rir, volto a olhar para a menininha, me abaixo e digo baixinho pra ela:

- Tá bom, eu sou a Branca de Neve, mas é um segredo que fica só entre a gente, tá?

Ela sorri e diz me abraçando:

- Eu sabia que era.

E então chegou a estação dela e lá se foi a menina…

Enfim, talvez Dove Summer Tone e outros produtos similares, que prometem uma pele naturalmente bronzeada, devessem começar a ter algum papel na minha vida.





Envelhecendo…

5 07 2007

Certa vez me disseram que sabemos que estamos ficando velhos quando adolescentes começam a nos irritar..

Bem…18 horas, horário de pico, trânsito caótico, você em um ponto de ônibus perto de um colégio. Os tubos (tipo de ponto de ônibus de Curitiba) estão lotados e lá está você, tentando chegar à faculdade, enquanto:

- Jééééééééééfferson, Oooooo Jéééééééééééfferson

Os gritos da menina rompem o som do seu mp3 player, por mais alto que esteja o volume, mas você permanece calma.

A fila pra entrar no tubo permanece imensa, começa a chover. Adolescentes estão concentrados na parte logo após a catraca, e ficam jogando truco, enquanto toda a parte do fundo está praticamente vazia. Você começa a ficar irritada, tanto pela chuva e pelo seu cabelo ter problemas com a umidade quanto pelo fato do tal de Jefferson não responder e você ter que ficar aturando os gritos daquela menina histérica.

Finalmente você consegue entrar no tubo. Você sente falta da menina que procurava o Jefferson, pois agora são zilhões de adolescentes em um mesmo lugar, gritando desesperadamente, tocando pandeiro e cantando pagode e bem, você tentava ouvir Doors no mp3 player, você não pode estar feliz com Jeito Moleque e coisas do tipo, não é?

Agora você não está mais na chuva, é fato, mas está prensada naquele tubo, esperando seu ônibus, enquanto:

- Ah! Olha nosso ônibus.

- Hum, não vamos nesse não, vamos esperar o próximo..

- Seissssssss filho da puta!!

- O que mais quero é te dar um beijo e seu corpo lalalalala lalalalala

- Alaaaaannn, ôôô Alaaannnnnn, vem pra cá, traz o outro baralho.

- Ah! Eu já transei com uns 10 caras (diz a menina que aparenta ter uns 13 anos).

- Só isso? (responde a outra menina, aparentando os mesmos 13 anos).

Finalmente seu ônibus chega.

- Olha, vamos nesse!

- Mas esse não vai até o terminal.

- Ah, a gente para no outro tubo e espera o que vai pro terminal.

- Mas dá no mesmo esperar.

- Vamosss nesseeee! Ele é mais vazio (entende-se por “mais vazio”, pessoas não sendo “amassadas” pela porta ao fechar).

E todos resolvem pegar aquele ônibus, juntamente com você. O pagode continua, o pandeiro, as adolescentes histéricas gritando pelos Jeffersons e Alans da vida. Curitiba, transporte urbano de primeiro mundo. Sim, sim.. você está lá, prensada como uma sardinha em lata, encostada na janela sem poder se mexer, como em qualquer cidade grande em horário de pico, a diferença é que toca  música clássica entre um “por favor, cuidado com furtos no interior do veículo” e “próxima parada, estação Payol”. Quer coisa mais primeiro mundo do que isso?

Metade do seu martírio termina, pois nessa estação desce grande parte dos ocupantes do ônibus e você volta a ter um certo conforto, pessoas respirando não te incomodam mais. Mais uns minutos e você finalmente chega à faculdade.

Você volta a achar adolescentes bacanas, pelo menos até o dia seguinte, até as 18 horas.

Estou realmente ficando velha…





O dia que ganhei um “labrador para apartamento”

2 07 2007

Final de semana, sessão de dvd´s de seriados na casa de um amigo, ele vem todo feliz com um presente que comprou pra mim, certo de que eu ia adorar:

- Não é um labrador, mas é quase… é o animal ideal para apartamentos (diz ele me entregando uma caixa).

Era uma caixa bonita, cheia de furinhos e com um laço de cetim cor-de-rosa. Fico animada, já imagino ser um filhotinho fofo, algo como um beagle, um basset ou um simpático vira-lata. Desfaço o laço, abro a caixa e:

- Aiiii! Um ratoooooo!!! – Grito ao ver aquela coisa se mexendo na caixa.

Eu tenho um medo quase infantil de ratos e claro, de coisas parecidas com ratos… não perdôo nem hamster.. fico tensa se eles não estiverem em gaiolas e bem distantes de mim. Então, claro, o grito desesperado veio acompanhado de toda uma ação de pânico. Joguei a caixa pra cima e subi no sofá.

No chão ficou espalhado aquele monte de papel crepom cor-de-rosa picado, juntamente com aquele animal perigosíssimo que zanzava pelo tapete, meio assustado com a queda que sofreu.

Meu amigo tentava me acalmar:

- Não é um rato.. é um porquinho da índia. Veja.. é um porquinho da índia..

- Tira esse bicho daqui!!! Agora, agora, agoraaaa! - Eu suplicava em desespero.

A família toda e outros amigos que ali estavam se reuniram na porta de entrada da sala pra ver que diabos estava acontecendo e porque eu gritava tanto. O riso era geral.. eu em cima do sofá apavorada por causa de um porquinho da índia e meu amigo agachado pelo chão procurando:

- Sophia, Sophia! (aparentemente o nome que ele tinha dado pro meu porquinho da índia, que parecia, na verdade, ser ela e não ele).

Sophia, o porquinho da índia que foi meu por quase 60 segundos completo, foi apanhada enquanto corria entre os móveis.. foi colocada novamente dentro da caixinha e devolvida para a loja de animais.

E foi assim o dia que ganhei meu “labrador para apartamento”.