Cuca e Racha

29 04 2007

Adoro quadrinhos e certa vez, pesquisando sobre quadrinhos nacionais locais (Curitiba), uma amiga me indicou “Cuca e Racha”, desde então comecei a freqüentar o site com certa assiduidade. Definitivamente me amarrava naquelas tirinhas, o que foi muito incomum. Obviamente que a estranheza não se deu pela falta de qualidade dos textos ou desenhos, mas sim porque são desenhos de baratas e eu tenho horror a baratas, por mais bonitinhas e coloridinhas que sejam.   Hum, talvez o meu mesmo pavor de ratos tenha impedido que eu me afeiçoasse ao Mickey Mouse, o que não aconteceu com o Super Mouse.. Não sei porque essa diferenciação, mas criei a teoria de que era porque eu adorava aquela roupa amarela, a capa.. Isso sem contar a músiquinha. Droga! Odeio não ser linear.. Bem, mas continuando, virei fã de Cuca e Racha. 

Um belo dia, após o surgimento das “visitas recentes” no orkut, um tal de Sampaio começou a figurar entre os últimos passantes por alguns dias. Verifiquei sua procedência, vi que tínhamos amigos em comum. Antes de pensar em falar qualquer “oi” consultei uma amiga para saber se ele era algum tipo de psicótico. Não sei se movida pelo espírito de amizade ou não, ela me disse que ele era “gente boa”, completando com “O Nilson é muito legal”, “Nilson? Mas eu tô perguntando do Sampaio” “Derrrr, o Sampaio é o Nilson. Ah! E é ele que faz as tirinhas Cuca e Racha” (nota: parar de reclamar quando me chamam de perdida).  

Aí visitas recentes ali, visitas recentes acolá, chegamos ao fatídico “estou te adicionado”. E , como sempre, eu continuo me amarrando nas tirinhas dele, a única coisa que mudou desde o “que Sampaio?” para a época atual é que posso usar as tirinhas dele e dizer diretamente a ele ”Ops! ‘Roubei’ algumas de suas tirinhas”.

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Deixo explicita minha torcida por ele no HQ Mix, e espero que se ele ganhar lápis de cor de novo, troque comigo por um dos belíssimos e interessantes títulos literários que ganhei recentemente. Não que eu vá saber dar alguma utilidade decente, comercial e com exclamações “Nossa! Que lindo” para qualquer coisa desenhada com os tais lápis, mas…





O prazer absoluto

25 04 2007

3h43 da madrugada. Toca a campainha.

- Você estava dormindo?

- Não! Sou uma boêmia. Nas segundas de madrugada eu costumo estar acordada para ver o espetáculo do surgimento da terça-feira…

Sem dar muita trela à ironia, ela continua:

- Tem cerveja? Eu preciso de uma cerveja..

- Cerveja? Desde quando você bebe? Mas de qualquer forma não tem. Hum, mas acho que tem tang.

- Bebo desde há 5 minutos atrás. Tang? Não é o tipo de substituição que se aceita.

- Poxa! Desculpe se eu não tenho cerveja para suprir seus ímpetos alcoólicos nas madrugadas. Mas antes de bater em casa.. tentou um bar? Um mercado 24h? Por uma reles quantia eles costumam deixar você levar as bebidas das prateleiras.

- Engraçadinha! Não tem nem vinho? Você sempre tem vinho…

- Vinho tinha até ontem.. Hum, mas tem o whisky do J. Aquele de R$8,00 que vinha com um copo de brinde.. e que ninguém conseguiu liquidar… fora isso e o álcool com eucalipto.. não tenho mais nada pra substituir a cerveja..

- Serve whisky barato mesmo.. Meu Deus! Cadê os copos que costumavam ficar aqui?

- Tá, tá… senta e deixe que eu pego o copo e o whisky e diga logo o que aconteceu..

- Eu estou precisando de apoio, sabia? Dá pra ser mais gentil? Você é minha melhor amiga, lembra?

- Desculpe, desculpe! Você sabe que eu tenho problemas em ser gentil há essas horas, ainda mais com sono. Mas conte-me o que te aflige, o que te consome, o que te faz querer ser uma daquelas pessoas com quem minha mãe diz para eu não andar, uma dessas pessoas que me tornei…

- Meu namorado é um sádico.

 - Ah sim! Só isso? Devo começar com o discurso de que todos os homens o são, fazer brigadeiro e te oferecer filmes com a Meg Ryan?

- Você não entendeu.. Sádico no sentido literal mesmo…

- Oi?

- Certo, lembra do dia que passamos em frente ao Sex shop e tinha uma daquelas roupas de couro com um chicotinho acoplado? Lembra que rimos e nos perguntamos se alguém colocaria aquela roupa ridícula por livre e espontânea vontade?- Sim.. lembro.. e?- Eu descobri, e da maneira mais traumática possível que não só existem pessoas que usam aquelas roupas, como também namoro uma delas…

- Ai meu Deus! Me dá uma dose disso aí também.. e continue..

- Pare de rir caramba, é sério!

- Claro que é.. é muito sério (hahaha) Continue..

- Então.. saímos hoje.. e fomos para a casa dele, depois desses dias de namoro.. pensei “é hoje”. No começo tudo transcorria naturalmente. Beijos aqui, amassos ali.. até que veio o “posso te amarrar?”

- Amarrar? hahahahahaha

- Posso continuar?

- Claro, claro. Desculpe, não ligue para os meus risos.

- Bem, eu pensei que ele estivesse brincando..sei lá.. mas disse que tudo bem.. Então ele abriu um armário, pegou umas cordas grossas.. e amarrou meus pés e minhas mãos na cama, com nós apertados. Em seguida falou para esperar um pouco que ele já voltava.

- Cordas? Nós? Hahahahahaha…

- Eu mandei parar de rir caramba!

- Desculpe.. desculpe.. não vou rir mais.. continue..

- Então.. dali uns minutos ele sai do banheiro.. com aquela roupinha de couro bizarra, apertando tudo e com entradas que você nem imagina… se não me engano era estilo fio dental também. E claro, a roupa estava devidamente acompanhada de um boné de couro.. e um chicotinho.. com bolinhas de ferro na ponta.

- Meu Deus! Meu Deus!… Um chicotinho.. hahahahahahaha

- Não foi engraçado.. dá licença?

- Desculpe, desculpe.. mas está me parecendo muito engraçado até agora.. O que você fez?

- Me desesperei, lógico.. amarrada.. com um cara segurando um chicote.. bem na minha frente… Foi então que ele disse: “posso por uma corda no seu pescoço? Tenho muito tesão por mulheres enforcadas”.

- hahahahahahaha… Não, não.. eu não acredito…

- Entrei em pânico… falei pra ele parar de brincadeira e me soltar.. senão eu começaria a gritar…

- E ele?

- Ah! Aí ele disse “Isso! Grita mesmo.. eu adoro ouvir gritos”

- hahahahahahahaha

- Puta que pariuuuuuu… não é uma piada.. dá pra parar de rir?

- “Aiii.. eu adoro gritos foi o máximo”…hahahahahaha… Então, qual foi seu outro apelo?

- Insisti nesse do grito, oras.. Disse que os vizinhos iam ouvir e viriam ao meu socorro.

- E funcionou?

- Não, ele disse que os vizinhos já estavam acostumados.. que eu poderia gritar a vontade..

- Eu sempre te disse que ele parecia meio estranho.. Isso sem falar que ele é gay né..

- Ele não é gay.

- Ah! Ele é sim.. e muito gay.. ficou evidente naquele dia na sua casa.. ele bêbado, aquelas conversas estranhas…  os olhares que ele dava para o seu irmão. E aquele comentário sobre a bunda do J. ? Totalmente desnecessário…

- Tá, tá, tá.. talvez ele seja meio gay.

- Meio gay? Realmente né.. só a parte de trás.

- Palhaça!

- Mas como se livrou das cordas? Apanhou?

- Bem, ele veio com a outra corda né.. para colocar no meu pescoço.. Aí não agüentei e surtei mesmo. Comecei a espernear, gritar, chorar, pedir pelo amor de Deus pra ele me soltar…Então ele me olhou sério e disse que eu não estava preparada para o PRAZER ABSOLUTO.

Lágrimas começam a escorrer dos meus olhos.. era difícil conter os risos. Poxa! Não estar preparada para o prazer absoluto.. foi isso que escutei ela dizendo que o cara tinha dito?

- Puta merda, dá pra parar de rir? Foi uma situação horrível.

- Ok, ok. Desculpa, o que veio depois do prazer absoluto? (mais risos).

- Ele se dirigiu até um armário e quando o abriu.. mais pânico ainda. Estava cheio de facas.. dos mais diversos tipos e tamanhos. Fiquei mais histérica.. chorava compulsivamente. Ele pegou uma faca e veio em minha direção. Pensei que ele fosse me matar, gelei.. então ele cortou as cortas.. Disse que eu não era mulher pra ele.. então eu fui me vestindo enquanto saía correndo.

- Realmente.. você.. não é do tipo de pessoa que curte o prazer absoluto (risos incessantes)

- Porque diabos eu procuro palavras de conforto com você, hein? Devia ter ido pra minha casa…

Dias depois eles terminam oficialmente, ele diz que não dá pra namorar uma pessoa que não aceita ser amarrada e chicoteada. Ela fica arrasada, fora é sempre fora, mesmo de tipinhos estranhos. Mas com o apoio dos amigos, que sempre que conseguiam parar de rir, diziam palavras reconfortantes, ela supera.

Recentemente descobriram um site do cara, onde ele se assume como sádico, masoquista, freqüentador de clubes de swing (não, não, não estamos falando daquele ritmo latino) e diz claramente que é gay (não sabemos se meio ou não), expondo seu amor por um tal de L.

Eu sabia.. eu sabia!





Até que o messenger nos separe

23 04 2007

Pessoalmente até gostava dele, conversavam, mantinham uma relação amistosa. Então, o fatídico “ei.. me adiciona no messenger” começou a estragar tudo.

Primeiro veio à insistência em compartilhar o pano de fundo com movimentos (peixinhos nadando) junto com a compulsão em mandar várias mensagens seguidas, em horário comercial. Ela até tentava ler e responder com boa vontade, mas quando estava no meio do caminho, chegavam mais mensagens. Então surgiam os gifs, muitos gifs, em toda e qualquer palavra, às vezes, em palavras curtas, formando graficamente todo o vocábulo. Estrelinhas saltitantes,  letras que dançavam pela tela… Realmente clicar em quinze atalhos em uma frase de duas linhas lhe dava aflição.

E então eis que surge o segundo estágio. Quando ela finalmente conseguia ler e decifrar as mensagens, ela descobria que se tratava de perguntas estranhas, envolvendo mangás e os mais diversos tipos de seriados japoneses. Nomes que para ela não faziam sentido, personagens, lutas, conversas envolvendo “rabos”, em uma conotação estranha. Chegou a pensar que deveria avisar que não gostava de mangás e seriados japoneses a todo e qualquer transeunte que resolvesse falar com ela. Deveria ser a primeira coisa a dizer, até para quem perguntasse as horas. “Oi, eu não sou fã de mangás e seriados japoneses. Ah sim! São 15 horas”.

Mas, a coisa começou a ir para um caminho sem volta quando o “coijaaaa linduxaaa”, “voxê eh a coija maixxx gotoxinha do mundo” e “xó kiria dixer ki ti amodolu” começaram a dominar a conversa. Mas ela, aquela pessoa munida de espírito cristão. Aquela pessoa que é o pior tipo de anti-social, o tipo que todo mundo acha sociável e simpática. Presa nesse estereótipo de bem-humorada e gentil continuava a decifrar palavras, responder sobre seriados japoneses, sem reclamar. Até que… ele.. nem pensando na força descomunal que ela está fazendo, diz: 

- U Ki vOxÊ FlOw? NaUm iNtEnDo pRaTiKaMeNt nDa dU Ki  VoXê iXsCrEvE.. 

 Rá! Então o espírito cristão, a simpatia sempre presente, se transforma em: 

- Ah sim, me desculpe, deve ser realmente difícil para você entender, mas é que eu só sei falar português… Esse dialeto típico dos nativos do Zimbábue, é um mistério para mim. Me desculpe mesmo, vou tentar melhorar!  

- TaAaAaH bOMmMm MiNiIiNiNhA LiNdUxA DaS BoXeXaS RoXaDiNhAs 

Não suportou mais:

- Tenho que ir, trabalho, muito trabalho hoje. Beijos 

“Não é possível enviar uma mensagem para XXXX porque ele não está na sua lista de permissão”. 

Continuaram amigos, mas do tipo que só se falam pessoalmente.





Dias de fúria

19 04 2007

Conheciam-se há anos. Foram amigos (do tipo só amigos mesmo) na maior parte desses anos vividos juntos, depois viraram namorados e por fim, entraram para o rol dos recém-casados. Nunca tiveram uma briga. Uma briga de verdade mesmo (daquelas que envolvem ofensas morais e pancadaria), NUNCA!

ELE era a própria personificação do espírito pacífico de Dalai Lama. Quando iam se referir a ELE, era sempre: “que bom homem”, “o genro ideal”, “ah! Mas como ele é gente boa”.

ELA tinha a face da candura. Nunca levantara a voz, nunca tivera um dos tais “pittis”. Nem a TPM a abalava, pelo menos não em níveis que fariam uma pessoa ter medo.

Sempre diziam a eles “que casal ideal”. A inveja toma conta dos casais amigos: “nunca brigaram, e olha que além de tudo trabalham juntos”.

Então eis que naquele dia, 23 anos de pura docilidade acabam em um:

- Eu disse que esse projeto não ia dar certo.

- Nossa, o café acabou.

- Se você me escutasse, mas não… eu sabia que não ia dar certo, eu avisei. EU AVISEI.

- Acho que vou fazer mais café. Você quer café?

Então tomada por um espírito revoltado ELA começa a dizer horrores, lembrando até da cartinha que ele não havia respondido a ela na quarta série. Ele olha horrorizado. Medo, muito medo, toma conta daquela sala de trabalho. Instintivamente, por alguns minutos, ele começa a responder as agressões sofridas, e pronto, Dalai Lama se transforma algo parecido com George Bush, pelo menos no espírito de guerra. Notando que é impossível argumentar, ele desiste e passa a só balançar a cabeça, enquanto ela fala, grita, esbraveja… Vez ou outra, quando ela parava de gritar e dizer barbaridades, ele encaixava um “mas o que eu fiz?”, ficando sempre sem respostas.

Três horas depois, vendo que ELA não ia parar tão cedo, ele diz:

- Vamos fazer assim, vou dar uma volta, esfriar a cabeça, você também esfria a cabeça e depois conversamos.

Nessa hora ela para de brigar, gritar e dizer barbaridades e entre lágrimas:

- Você vai me deixar? É assim? Você disse que ia ficar comigo nos bons e maus momentos, agora isso.. diz que vai me deixar.

Assustado ele diz que só vai até a padaria, mas ela chora compulsivamente, repetindo “você vai me deixar, VOCÊ VAI ME DEIXAR”.

- Tudo bem. Fazemos assim, vamos os dois dar uma volta juntos - Diz em tom cordial, mas ainda com a cara de medo (muito medo!).

E vão, os dois juntos, dar uma volta para esfriar a cabeça. Ele pede perdão (ainda não sabe o que fez de errado). Ela pede perdão (sem saber direito o que disse, como disse e o que diabos ele fez). Ele diz que como próximo presente irá esquecer todas as coisas ruins (ah! E não foram poucas) que ela disse.

Ela sorri, agradece por ter o marido com a paciência do Dalai Lama, mas ainda se pergunta “que diabos eu disse?”.

E continuam o mesmo casal perfeito, ele o mesmo genro que toda mãe pediu a Deus e ela com o mesmo jeito doce. Agora com uma briga (uma daquelas de verdade), é fato, mas ele não precisa se preocupar, pelo menos não pelos próximos 23 anos. 

Obs: Desculpe pelas “licenças poéticas”.

Obs 2: Feliz Aniversário!   :-)





5 coisas boas para fazer em Curitiba

18 04 2007

Bem, nunca escrevo, respondo, dou trela, me manifesto.. em correntes. Mas Doda, obviamente querendo comprovar se eu realmente leio seu blog, ou se é só balela, me “encomendou” esse post.

Reclamando das pizzas, do quentão (que é vinho quente) com gemada, tentando explicar que salsicha é salsicha e não vina, desde 2002…E agora escrevendo.. 5 COISAS BOAS PARA FAZER EM CURITIBA 

1 – Roxinho: Bar no centro de Curitiba, Entrada: R$8,00 (feminino) e R$12,00 (masculino), tudo revertido em consumação. As sextas-feiras você me encontra por lá, muito mais por ser a dois quarteirões da minha casa do que por qualquer outra coisa. Bem, na verdade tem uma “outra” coisa também que se tornou importante: Xiboquinha (tipo de pinga com mel, produzida no Espírito Santo), desde que a apresentei a certos amigos que é isso, sugiro outros lugares, mas vem a fatídica pergunta “lá tem xiboca?”, visto a negativa de muitas respostas, continuamos no bom e velho Roxinho. Nunca tem música ao vivo, mas sempre rola uns dvd´s com rock, rock, ROCK! Às vezes um pop-rock, mas não vá com nenhum outro tipo de ilusão, vou logo avisando que não adianta pedir Mastruz com Leite, porque NÃO vão colocar pra tocar. Chegue cedo também, o bar é pequeno, lota rápido. 

2 – Avenida Paulista Pizza Bar: Como boa paulista que sou, mudo de Estado só para ter o prazer de reclamar das pizzarias e dizer: “ah, nem se compara às pizzas de São Paulo”, mas tenho que admitir que essa é fora de Sampa, mas é boa. Fica na Rua Emiliano Perneta. A decoração é linda (bem comentário de mulher, eu sei) e tem sempre boa música (MPB, bossa nova, jazz). Mas vá disposto a gastar, porque.. bem.. É CARO, mas você, nativo, finalmente vai entender o que é uma pizza de frango com catupiry. 

3 – Sucatão: Bar muito rock n´roll, freqüentado por muitos estudantes. É barato, tem a panqueca mais famosa da cidade, ótimos drinks, está certo que eles costumam vir em quase copos de requeijão, mas não se preocupe.. posso te dar umas dicas depois de como ser “cool” tomando cosmopolitan (drink chique do seriado “sex and the city”) em copos de requeijão. Caso seja do tipo “bebidas coloridas nem pensar”, a jarra de chopp é sempre uma boa pedida, vale a pena conhecer. Fica no São Francisco, na Dr. Keller. 

 4 – Casa di bell@: Ah! Foi aqui que eu conheci a Xiboquinha. É um lugar muito legal pra sentar com os amigos e jogar conversa fora. Tem o famoso caldo de feijão, artistas que fazem encenação, tiram fotos em preto e branco, fazem caricaturas… Mas a parte principal: indo ao banheiro você pode tirar foto com a gigante estátua do cara deitado na banheira se ensaboando. Ahá, não tinha descoberto ainda pra que servia um celular com câmera, né? Pois aí está.  

 5- Agora fazendo um apanhado para os turistas. Se você vem para Curitiba você terá que conhecer TODOS os parques da cidade, isso tudo você consegue pegando o ônibus de turistas na Praça Tiradentes. Então ele percorrerá dezenas de parques e você terá uma dosagem enorme de verde. Claro, que você também passará pela Ópera de Arame, pelo Jardim Botânico e todos esses marcos postais.

Bem, depois você terá que conhecer o Museu Oscar Niemayer. Tá, tá.. você não gosta de museu, mas MESMO assim você terá que conhecer. Toda aquela coisa de conceito arquitetônico inovador e tudo mais. Pare de cara feia e vá conhecer.

Então, você terá que ir à feirinha do Largo da Ordem, só para ver bobeiras, tranqueiras, comprar algumas coisas de uns hippes, é praxe. No mesmo Largo da Ordem você também encontrará o Bar do Alemão, uma das chopperias mais agradáveis e tradicionais da cidade.

Se depois disso tudo você ainda tiver disposição, deverá ir a Santa Felicidade provar as deliciosas massas de lá. Eu particularmente prefiro o Madalosso, mas você também pode ir ao Dom Antônio, vale onde a fila estiver menor. Dica: se você realmente for turista nunca diga que você gosta dos vinhos locais servidos lá. Não, não, NÃO.. não importa que você tenha gostado. Negue, finja, se não consegue mentir, DISFARCE, mude de assunto, mas não diga que gostou perto de um representante da comunidade local, pois ele dirá: “esses paulistas (troque pelo modo como são chamados os nascidos no seu Estado) viu.. não sei como gostam disso”. 

Depois disso tudo pegue o carro, ônibus, avião, carona.. o que quer que seja.. e vá para São Paulo.. tome um belo café expresso na padaria. Farte seu ímpeto consumista na 25 de Março, vá ao restaurante grego do Bom Retiro (sim, aquele que está entre os mil lugares que você deve conhecer antes de morrer ), experimente uma das famosas pizzas paulistanas (mas não peça ketchup e maionese para o garçom), e pronto, pode voltar para casa. 

PESSOAS, caso queiram compartilhar com a gente 5 coisas para se fazer em algum lugar do mundo, estejam à vontade.

 





Intelectuais

16 04 2007

Riam na mesa de um bar, enquanto tomavam mais uma taça de vinho. Ele parou e disse:

- Agora vou falar sério.

O silêncio tomou conta da mesa, até que ele emendou:

- Você é a mulher mais culta que eu já conheci na vida.

Ela balançou a cabeça sorrindo, como quem duvida da afirmação.

- Diz isso exatamente pelo que? Pelo meu comentário sobre a tirinha do Calvin, ou pela imitação que fiz do diálogo do desenho “Carros”?

Novamente em tom sério ele afirma:

- De verdade! Você é a mulher mais intelectualzinha que eu conheço.

Ela para. Pensa um pouco. Conhecia as tais pessoas que ele classificava como “mais cultas” e “intelectuais”. Sabia que isso, para ele, significava filmes iranianos, franceses, chineses (não, isso não envolve Jackie Chan). Músicas de bandas com nomes estranhos, o mundinho alternativo, shows em porões, pessoas citando “Laranja Mecânica”, o tal ar blasé.. Ela só gostava de UM filme francês e sempre dizia ao indicá-lo “é um filme francês, mas é bom”. Assistia com freqüência filmes com o Adam Sandler, tinha pavor dos filmes iranianos, onde personagens começavam sofrendo e terminavam sofrendo ao cubo, em três horas e meia de muita mensagem subliminar e diálogos maçantes. Ela ouvia músicas do Jack Johnson, MEU DEUS, eu disse que ELA ouvia JACK JOHNSON. Definitivamente ELE devia conhecer poucas mulheres, menos ainda alfabetizadas, seria a única explicação.

- O que foi? Porque ficou em silêncio?

Ela sorri.

- Nada. Ainda tem vinho?





A origem da “VIDA”

12 04 2007

- Porque você não faz um blog?

- Porque eu faria?

- Ora essa, para me ocupar em horário comercial, é evidente.

- Hmmmm.. Porque assim.. você não.. TRABALHA

- Ai, ai… por isso que eu gosto de você.. uma piadista!